Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 10/10/2022

Em pleno século XXI manter-se informado é uma necessidade básica diante do crescente dinamismo nas relações sociais, econômicas e políticas. A pouco tempo as redes socias assumiram a posição de grandes mediadoras do fluxo interminável de informações circulantes. Contudo, as mesmas ferramentas que permitem esse progresso nutrem o chamado efeito bolha que dentre suas consequências estão a polarização social e o avanço do extremismo. Assim, para o bem estar social, é esssencial a pluralidade nas informações.

Com o crescente avanço das tecnologias de informação, as redes sociais assumiram o papel de protagonistas em relação a mediação de informações e notícias. Em um mundo guiado pelo conceito de tempo e produtividade, ler um jornal ou assistir televisão tornaram-se atividades dispendiosas, mas que grandes empresas como Facebook, Youtube e Instagram souberam otimizar por meio do uso de IA, que valendo-se de algorismos que correlacionam gostos e interesses dos usuários, seleciona informações potencialmente relevantes para o indivíduo. Desse modo, essas plataformas se popularizaram, desbancando mídias tradicionais de rádio, televisão e editorial .

Entretanto, ainda que o usuário consiga manter-se informado diante da intensa atividade cotidiana, os mecanismos de seleção de dados restringem a visualização de informações destoantes do padrão, fazendo com que o usuário fique “preso"em uma bolha. Esse isolamento informacional silencioso, restringe a visualização, a conteúdos que apresentam os mesmos pontos de vista e opniões que as do indivíduo, ou seja, não há incentivo a uma mudança de perspectiva ou contato com o divergente. Como consequência, o desconhecimento do outro pode desencadear uma polarização e mesmo a tomada de opiniões violentas por parte dos usuários.

Portanto, tão importante quanto manter-se informado e a necessiade de contato com o diferente. Empresas, sociedade e o setor legislativo devem trabalhar juntos para aprimorar as IA´s. Deve-se fixar parâmetros de seleção e exclusão de informações resguardados por lei. Assim, há a continuidade dos serviços, porém sem restrição de acesso a conteúdos diversos. Permite-se assim o info-pluralismo.