Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais
Enviada em 10/10/2022
A filósofa Hannah Arendt, desenvolveu o conceito de Banalidade do Mal, segundo o qual as atitudes cruéis se tornaram parte do convívio social e se banalizaram na sociedade. Entretanto, o efeito bolha gerado pelas redes sociais manifesta na prática o problema defendido por Arendt. Com efeito, um diálogo entre a sociedade e o Estado é a medida que se impõe.
Diante de cenário, substancial parcela da população é dependente de algoritmos, o que gera um ciclo sem fim. A esse respeito, a Constituição Federal de 1988- norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro-assegura a todos o direito à informação. Ocorre que, a ideia prescrita na Carta Magna está distante de ser algo fora dos padrões dos algoritmos, haja vista a pluralidade dos fatos entre o limite de navegação na internet, como a utilização de cookies- rastreamento de itens que os usuários visualizaram anteriormente. Dessa forma, enquanto a inteligência artificial for a regra, a liberdade de escolha será exceção.
Ademais, Simone Beauvoir-expoente filósofa francesa-desenvolveu o conceito de Invisibilidade Social, que consiste na estratégia de de ignorar grupos vulneráveis.
A respeito disso, os frequentes casos de dependência mostram que no meio digital a sociedade é induzida a seguir o cibernetismo, o que vai de encontro à ideia de Beauvoir, tendo em vista a omissão do Estado diante da perspectiva gerada pelos indivíduos submissos aos cookies. No entanto, não é razoável que na contemporaneidade haja adversidade virtual, o que deve, pois, ser repudiado, a fim de que se combata: o efeito bolha agravado pelas redes sociais.
Urge, portanto, que a indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar o problema de interação on-line. Cabe aos cidadãos repudiar a inferiorização dos costumes, por meio de senso crítico com ajuda de psicólogos capazes de desconstruir a prevalência de sequências de raciocínio, como as sugestões de propagadas que aparecem de acordo com o que se pesquisa. Ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), por sua vez, compete promover oficinas pedagógicas pertinentes nas escolas contra a manipulação dos usuários na internet. Assim, observada a ação conjunta entre população e Estado, o problema agravado pela redes sociais, em breve, deixe de ser utopia.