Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 01/11/2022

Na atualidade, com o desenvolvimento tecnológico a todo vapor, se faz necessário o uso das redes sociais tanto como ferramenta de descontração como de trabalho - a exemplo as lojas online -, gerando uma disponibilidade muito grande de conteúdo. Contudo, elas atraem, também, problemas sérios, sendo o mais grave deles o efeito bolha que restringe o acesso das pessoas à diversidade dos conteúdos, ou seja, mostram o que mais a pessoa gosta de acordo com suas interações.

Conforme Márcia Siqueira Costa Marques, professora do curso de Mídias Sociais Digitais do Centro Universitário Belas Artes, em São Paulo, essa bolha acaba fazendo com que as pessoas fujam da diversidade, ficando presas nas opiniões que fazem ecos nas próprias. Pessoas que antes tinham algum receio em manifestar uma opinião mais controversa, ganham confiança ao encontrar outros com visões similares, sendo encorajadas a expressá-las: “Se você é um idiota e percebe que tem um bando de idiotas ao seu redor, isso cria a ideia do “eu posso”. Se tem muita gente pensando a minha ideia, então ela é válida” - em suas palavras, tendo como uma das consequências seria o aumento de casos de intolerância e racismo.

Outro problema é que estas plataformas se tornaram o principal meio de acesso e disseminação de informações da atualidade, melhor dizendo, há uma grande parcela de pessoas que leem as informações somente a partir do Facebook, Instagram e Whatsapp, sem visitar os sites oficiais de notícias. Problema esse evidenciado na pesquisa do site PoderData realizada de 11 a 13 de outubro de 2021. Segundo o levantamento, são 43% os que se informam primariamente pela web, 22% por redes sociais e 21% por sites e portais. Trazendo como consequências a disseminação de fake news.

Portanto, o Ministério das Comunicações e o MEC devem ampliar a visão dos internautas e da sociedade, por meio de informações das áreas de conhecimentos e de palestras nas escolas e comunidades sobre como buscar fontes confiáveis de informação. Ainda, o próprio internauta precisa acompanhar sites e canais que trazem discussões políticas e sociais, ler livros, assistir a documentários, entre outros.