Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 07/11/2022

No filme “O dilema das redes” é mostrado um retrato real da atualidade, na qual robôs com interface própria, controlam a vida dos usuários de smartphones. Relacionando com a realidade, é perceptível que este controle verdadeiramente acontece, se tornando evidente em discursos políticos, por exemplo. Dado o exposto, é ingênuo acreditar que não existe consequências negativas do efeito bolha, o qual tem sido tratada de forma errônea pelo Governo ao longo dos anos.

Em primeira instância, percebe-se que este efeito bolha ocorre antes de qualquer associação com os meios de comunicação. Pode-se observar esta problemática no atual Presidente do Brasil, que em uma entrevista para o Podcast Ironberg afirmou que não existe fome no país, pois nunca viu alguém pedindo um pedaço de pão na padaria. Em contradição, o IBGE afirma que a fome afeta mais de 10 milhões de brasileiros. Assim, ao analisar o exemplo citado, nota-se que a bolha social existe por natureza e que não é controlado pela mídia, mas é evidente que se torna um aliado a esta problemática.

Em segundo plano, a proporção em que o algoritmo de grande parte dessas redes sociais coleta informações do usuário, ocorre um aumento de influências. Dessa forma, a pessoa começa a se comportar de maneira previsível, sendo apresentado noticiais, postagens e produtos de relevância para o usuário, muitas vezes descontando da realidade social e ficando apenas a um determinado nicho social. No entanto, tal prática fere a Constituição Federal, na qual afirma que todo individuo tem direito a liberdade de expressão, direito muitas vezes bloqueado pela omissão da verdadeira realidade brasileira.

Com base nos dados apresentados, não há dúvidas que a problemática do efeito bolha, potencializado pelas redes sociais, precisa ser tratada de forma preocupante, uma vez que atrapalha a conscientização da realidade da sociedade. Por fim, com o objetivo de minimizar estas ações, é dever dos poderes do Estado aplicar para a população, políticas de conscientização sobre o perigo das informações selecionadas. Somente assim, será possível que os usuários enxerguem a realidade verdadeira que os cerca.