Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 07/11/2022

A Constituição Federal de 1998 resguarda o direito de saber. No entanto, as redes sociais têm dificultado esse direito em parte exacerbando o chamado efeito bolha, causado pelos algoritmos das plataformas e pela falta de busca por outras fontes de informação.

O principal fator por trás do efeito bolha são os algoritmos existentes em sistemas de redes sociais como o Facebook. Nesses aplicativos, novos conteúdos são recomendados aos usuários com base nos interesses que eles demonstram, mostrando mais material relacionado a um tópico do que outros. Assim, com o tempo, esses algoritmos acabam filtrando o que é exibido para que os usuários só possam acessar materiais que abordem temas ou pontos de vista específicos, dificultando o acesso a informações mais diversas e opiniões mais diversas. Dessa forma, os algoritmos da rede social causam e exacerbam o efeito bolha.

Além disso, há uma dependência total das redes sociais como fonte de informação e uma demanda insuficiente por outros meios de comunicação, como jornais (impressos e digitais), telejornais, blogs de notícias etc. A facilidade e rapidez de acesso à informação através das redes sociais torna-a mais atrativa do que outras fontes mais fiáveis. Além disso, essa preferência também é causada pelos algoritmos dessas plataformas para mostrar apenas o conteúdo do usuário que será de seu interesse. Portanto, a combinação desses dois fatores contribui para o surgimento e intensificação do efeito bolha.

Portanto, pode-se concluir que o efeito bolha é um grave problema na sociedade contemporânea devido ao surgimento das redes sociais. Além disso, esse efeito geralmente ocorre sem que as pessoas percebam. Portanto, é necessário desenvolver um programa de conscientização sobre os perigos de informações tão selecionadas, para que as pessoas estejam cientes e parem de cair nessas “armadilhas”.