Efeito bolha: o problema agravado pelas redes sociais

Enviada em 12/03/2023

Efeito bolha e as redes sociais

A Constituição Federal de 1998 defende o direito à informação. No entanto, as redes sociais, de certa forma, vêm dificultando o cumprimento desse direito por meio do agravamento do chamado efeito bolha, que é causado pelos algoritmos dessas plataformas e pela falta de busca por outras fontes de informação.

O principal fator causador do efeito bolha são os algoritmos existentes nos sistemas de redes sociais como o Facebook. Assim, com o tempo, esses algoritmos acabam filtrando os conteúdos mostrados de modo que o usuário só tenha acesso a materiais que tratam de um determinado assunto ou ponto de vista, tornando mais difícil o acesso a informações mais diversificadas e a opiniões mais variadas. Dessa maneira, o efeito bolha é causado e agravado pelos algoritmos das redes sociais. Além disso, essa preferência também é causada pelos algoritmos dessas plataformas, que exibirão ao usuário apenas conteúdos pelos quais ele se interessará.

Além disso, esse efeito geralmente ocorre com as pessoas sem sequer que elas percebam. Assim, torna-se necessária a criação de programas de conscientização sobre os perigos dessa excessiva seleção de informações, para que as pessoas se atentem e não caiam mais nessas “armadilhas”.

O documentário “O dilema das redes relata os problemas que a internet, redes sociais, sites e aplicativos podem causar à saúde psicológica das pessoas. Com isso, ex-funcionários da área de tecnologia explicam como funcionam os algoritmos e como isso influencia no uso das redes em nosso cotidiano. Em primeiro lugar, vale ressaltar que a forma como cada um utiliza a internet, dá origem a bolhas de conteúdo. Consoante a isso, partindo da teoria de Durkheim de que a sociedade é como um corpo biológico, entende-se que para tal funcionar bem, precisa que suas inevitáveis bolhas sociais trabalhem em conjunto, utilizando seus variados pontos de vista na criação de um mundo igualitário. Esse “isolamento” tem custos pessoais e culturais podendo gerar consequências sociais como o racismo, xenofobia, bullying, homofobia.