Efeitos da poluição ambiental na saúde
Enviada em 23/02/2020
Compreendida como uma alteração do espaço natural, sobretudo, pela ação antrópica, a poluição do ambiente é um tipo de intervenção prejudicial ao ecossistema, visto que acarreta efeitos negativos ao seres vivos e ao local onde ocorre. Essa degradação ambiental tornou-se mais evidente, em diversas partes do globo, devido ao advento da Revolução Industrial, a qual impulsionou a devastação do meio natural, com o objetivo de construir fábricas, moradias e estradas para a circulação de transportes à combustão. Entretanto, no Brasil, apesar de, atualmente, a poluição ser enquadrada como crime, esta continua acontecendo de forma descontrolada. Visto isso e os malefícios que a poluição causa, especialmente, à saúde, cabe ao governo brasileiro buscar alternativas de reversão deste cenário.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a poluição mata mais de 50 mil pessoas no Brasil, a cada ano. Esse fato deve-se, principalmente, à impureza do ar atmosférico, fruto do elevado número de veículos circulantes e da alta quantidade de industrias, que fornecem, diariamente, ao ecossistema, elevadas taxas de fumaças tóxicas, advindas da queima dos seus combustíveis. Dessa forma, os brasileiros, em especial, os que habitam as grandes metrópoles, detentoras dos índices mais expressivos de industrialização e de urbanização, têm suas saúdes, constantemente, prejudicadas pela inalação dos gases nocivos. Os acidentes vasculares cerebrais, as doenças cardíacas e as doenças respiratórias são alguns dos exemplos de problemas trazidos ao seres humanos pela poluição do ar.
Além disso, outros tipos de poluições que proporcionam danos à saúde é a do solo e das águas. Com o crescente aumento da população urbana brasileira, a quantidade de lixo produzido também cresceu. Entretanto, devido à ausência de infraestrutura das cidades do país, o descarte dos resíduos não ocorre de maneira adequada. A maioria dos detritos são eliminados em lixões, os quais, por não possuírem a devida proteção ao solo, infectam os lençóis freáticos com o chorume (líquido proveniente da decomposição da matéria orgânica) e por serem a céu aberto, os lixões atraem vetores biológicos de certas doenças oro-fecais. Desta maneira, muitos brasileiros que não têm acesso ao saneamento básico, sofrem com intoxicações e infecções gastrointestinais, como a hepatite A.
Portanto, cabe aos órgãos competentes brasileiros observar o funcionamento das indústrias, por meio de vistorias mensais, averiguando o uso de filtros em suas chaminés, a fim de evitar a eliminação de grandes quantidades de gases tóxicos no meio ambiente. Compete também ao governo brasileiro investir em políticas públicas voltadas ao processo de infraestrutura das cidades, estimulando a construção de aterros sanitários e a realização de saneamento básico a todos, com objetivo de evitar contaminações do lençol freático e de prevenir infecções gastrointestinais, respectivamente.