Efeitos da poluição ambiental na saúde

Enviada em 29/09/2019

Ao escrever o artigo “As raízes históricas da nossa crise ecológica” em 1967, o professor e historiador americano Lynn White Jr., aponta a responsabilidade da exaustão dos recursos naturais para o Cristianismo evangélico. Segundo ele, foi a visão de mundo propagada pelo Cristianismo pós Iluminista na Europa, que liberou o homem dos escrúpulos com relação ao meio ambiente. Ainda, segundo Lynn, a crença de que o mundo foi criado por Deuses para o homem, e que o homem é a coroa da criação, acabou por fornecer a ideologia necessária para o surgimento da tecnologia e, com ela, a exploração indiscriminada e irracional da natureza. Congênere, o Brasil, por estar inserido em um panorama crítico no que tange à degeneração ambiental e bem-estar social, necessita de profilaxia pressurosamente.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a poluição é responsável anualmente, por quase um quarto – ou 12,6 milhões – de todas as mortes de seres humanos. O relatório chama atenção para os riscos enfrentados pelos mais vulneráveis – meninos e meninas que podem ter seu desenvolvimento físico e mental atrofiado por conta da exposição à conspurcação –. Posto isso, acidentes ambientais como o de “Mariana” e “Brumadinho” em Minas Gerais, são protótipos que abordam a lacuna existente na consciência sobre a importância necessária que se deve dar ao meio ambiente.

Outrossim, desde a segunda metade do século XVIII, a atmosfera começou a sentir o impacto do novo modelo de produção – baseado na força motriz, nas máquinas e no sistema fabril –. Como consequência, a presença do âmbito industrial perante à população contribui, diretamente, para a devastação de florestas, extinção de espécies de animais e, precipuamente, para o aquecimento global. O afã por grande poder econômico, não raro no passado e no presente, suplantam as medidas preventivas que são devidas ao ecossistema para que haja, ao menos, a preservação do equilíbrio entre homem e natureza.

Depreende-se, portanto, dos fatos supracitados, que a poluição ambiental possui íntima relação com aspectos econômicos e políticos. Deste modo, urge que, o Ministério do Meio Ambiente junto à Constituição Federal, promovam abordagens renovadas para o gerenciamento econômico, através da eficiência no uso de recursos, mudanças nos estilos de vida e uma gestão de resíduos aprimorada, detalhando a liderança política, mobilizando os setores industriais e financeiros. Com o fito de fortalecer a governança ambiental, com a consolidação de marcos internacionais e acordos multilaterais que englobem tanto compromissos formais, quanto engajamentos voluntários de cada agente envolvido. Assim, elevaremos a conjuntura social para um nível mais ecológico e saudável.