Efeitos da poluição ambiental na saúde

Enviada em 23/10/2019

O “boom” das revoluções industriais, e o próprio crescimento das cidades de forma desorganizada por conta delas, geraram impactos sob a sociedade. Entretanto, atualmente, além do meio ambiente, a população sofre com os efeitos na sua saúde, por circunstâncias da poluição. Dessa forma, conforme os dados do jornal G1, pesquisas constataram que mais de 135 mil pessoas morreram em 6 anos por conta de doenças advindas da má qualidade do ar, tornando, assim, um problema de saúde pública.

É pertinente elencar que, as causas da relação poluição ambiental e saúde devem ser analisadas, primordialmente, para compreender as suas aplicações. Nesse viés, sendo a industrialização o berço da urbanização, o Brasil sofre, principalmente hoje, com a falta de planejamento das cidades e com a mobilidade urbana. Consoante a isso, a expansão dos meios urbanos traz o aumento da emissão de gases na atmosfera, com um grande número de automóveis nas ruas (pela falta de transporte público de qualidade) e muitos polos industriais ganhando espaço de uma forma acelerada, características de desenvolvimento de países pobres.

Em decorrência disso, cada vez mais a saúde da população vem sendo afetada negativamente. Sob essa ótica, analisando biologicamente, os pulmões são como filtros de partículas e gases para o nosso corpo, absorvendo o que é bom e necessário e eliminando o que não será utilizado. Porém, com o clima seco (decorrente das estiragens de chuva por conta da poluição) e o aumento de gases poluentes (como o CO2), a respiração fica mais “pesada”, sobrecarregando os nossos “filtros biológicos” em suas devidas funções. Com isso, os efeitos provocados podem desenvolver problemas respiratórios e até levar a morte. Segundo uma matéria do site da USP, cerca de 120 pessoas morrem por dia, no Brasil, em virtude de doenças que foram causadas ou agravadas pela má qualidade do ar.

Evidencia-se, portanto, que para minimizar as consequências da poluição ambiental na saúde medidas devem ser tomadas. Logo, o MS (Ministério da Saúde), juntamente com polos industriais e empresas automobilísticas, devem reduzir o número da emissão de gases poluentes, por meio de um acordo, efetivado em lei (papel do Poder Judiciário), que crie um teto no lançamento desses compostos no meio ambiente, seja limitando o número de produção por dia, demarcando a quantidade de venda dos automóveis por ano ou usando como fonte principal de combustão os biocombustíveis, para que, assim, a população tenha uma qualidade melhor de vida e gere menos impacto no meio ambiente. Ademais, os Governos Estaduais, devem se atentar ao assunto e aumentar as frotas de ônibus de forma democrática e digna, para que seja contornada a desorganização da urbanização feita no Brasil.