Efeitos da poluição ambiental na saúde

Enviada em 04/12/2019

É explícito que o meio ambiente tem conexão direta com o bem-estar social, principalmente em relação à mobilidade urbana. Nessa perspectiva, a Constituição Federal Brasileira de 1988 traz à tona os direitos coletivos ao preconizar o absenteísmo estatal na esfera privada do ser humano. Dentro desse contexto, há dois importante fatores que devem ser levados em consideração: a falta de racionalidade brasileira no que tange à poluição e dificuldade da aplicação leis consistentes sobre o caso do meio ambiente.

Em primeira análise, a lacuna de pensamento racional mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Segundo Hegel, um dos filósofos mais importantes da história, a razão rege o mundo. No entanto, verifica-se uma atuação da irracionalidade na questão da poluição no Brasil, isto faz com que, muitas vezes, consegue-se enxergar alguns “impedimentos” que são colocados para usar intensamente a empatia: Preconceito, autoridade, distância. O preconceito é como uma venda em nossos olhos, é um julgamento feito em um momento considerando informações superficiais, sem comprovação; é um estereótipo do qual devemos fugir. Ao exercer enorme influências sobre os indivíduos, a autoridade foi utilizada como desculpa para cumprir tarefas execráveis, esquecendo que a preservação ambiental é dever de todos. Também, não só a distância física, mas a temporal e, principalmente, a social, nos induzem a ser menos empáticos.

Além disso, no Brasil, há insuficiência de leis para punir a sociedade que prejudica o meio ambiental sem qualquer respeito e prudência. Dessa forma, o judiciário apresenta soluções imediatas que não sanam o problema de forma permanente e eficaz. Tal carência leva adolescentes e até mesmo adutos a causar consideráveis danos, tendo como exemplos, resultados de doenças e mortes, por fumaça de automóvel. À vista disso, a criação de leis competentes é imprescindível para extinção de tais delitos, uma vez que a visibilidade, em determinados casos, até mesmo em extensão nacional, promove preocupação momentânea, mas que, no decorrer do tempo, torna-se algo indiferente e esquecido pela sociedade, e, deste modo, seus motivadores não são responsabilizados na proporção de suas conduta.

Observa-se, portanto, que o cidadão acaba sendo alvo da poluição a que consente no ambiente brasileiro. De início, o Ministério da Comunicação, em parceria com a mídia, deve criar, na TV aberta, um horário especial para mostrar os projetos sobre o desenvolvimento sustentável para que, assim, a população fique ciente dos problemas que a irracionalidade pode proporcionar, a fim de gerar uma nação mais crítica e participativa, comprovando, assim, o pensamento do cantor Jimi Hendrix: ‘‘Para mudar o mundo, você precisa antes mudar a sua cabeça’’.