Efeitos da poluição ambiental na saúde
Enviada em 04/10/2020
De acordo com Chico Buarque, as pessoas temem as mudanças, entretanto, é preciso ter medo de que as coisas não mudem. Sob essa lógica, vê-se necessidade de transformação quando se observa os efeitos da poluição ambiental na saúde. Diante disso, cabe analisar tanto os danos ao funcionamento do organismo humano quanto o ponto focal do problema ser nas grandes cidades como fatores desse cenário, a fim de revertê-lo.
Nessa perspectiva, convém pontuar as doenças e os transtornos que podem ser provocados e agravados pela contaminação do meio ambiente, seja pela água, ar ou solo, como infecções, problemas respiratórios e câncer. Nesse contexto, a Constituição Federal brasileira de 1988 reza que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Desse modo, os poluentes no meio são responsabilidade dos governantes, visto que interferem negativamente na qualidade de vida da população.
Outrossim, vale salientar as regiões metropolitanas do país como raiz da degradação da natureza. À luz dessa ideia, com a Revolução Industrial do século XVIII e a consequente adoção do modo de produção capitalista, surgiu o impasse de preservação dos recursos naturais. Não há como negar, portanto, que os grandes centros urbanos, devido à concentração da produção, do comércio, e da circulação de pessoas e mercadorias, são caracterizados como os principais poluidores.
Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar essa problemática. Logo, o governo, entidade máxima de poder, deve reformular as leis ambientais vigentes, penalizando duramente as infrações cometidas. Tal ação pode ser realizada por meio do Ministério do Meio Ambiente, a partir de restrições para práticas potencialmente nocivas, como queimada agrícola, desmatamento florestal, emissão de gases que agravam o efeito estufa, entre outras, com a finalidade de resguardar as riquezas naturais do Brasil, bem como a saúde dos cidadãos. Com tais medidas, espera-se que o pensamento de Buarque seja assimilado.