Efeitos da poluição ambiental na saúde

Enviada em 13/01/2021

Em 1952 ocorreu um fenômeno de inversão térmica em Londres. Tal fato fez com que uma nevoa toxica, poluição atmosfera devido à queima de combustíveis fósseis, se concentrasse na cidade, o que levou a morte de aproximadamente dez mil pessoas. Esse e outros fenômenos e desastres ambientais são decorrentes da pressão humana sobre os recursos naturais em prol do desenvolvimento. Dessa forma, o crescimento econômico deve estar atrelado à preservação ambiental para que, assim, a saúde e o bem-estar da população sejam preservados.

Primeiramente, é inegável os efeitos da poluição do ar sobre a saúde. Segundo a Organização mundial da saúde, vários países estão acima do nível de poluição considerado aceitável. O crescimento industrial e a priorização do transporte rodoviário individual contribuem para esse índice. Isso ocorre devido a substâncias tóxicas, como o monóxido de carbono, dióxido de enxofre e fuligens, são eliminadas na utilização de fontes de energia não renováveis, como o carvão ou os derivados do petróleo. Tais substâncias causam, principalmente, irritação nos olhos, alergias e problemas respiratórios.

Outro ponto importante é a contaminação de rios com rejeitos da mineração e esgoto. A tragédia da cidade mineira de Mariana em 2015, o rompimento de uma barragem de mineração de ferro, deixou várias vítimas e uma devastação ambiental. Esse rejeito, rico em ferro, manganês e alumínio, contaminou o rio Doce e provocou o turvamento de sua água, o que reduz sua oxigenação e levou a morte de vários peixes. Consequentemente, a população ribeirinha foi diretamente afetada. Além disso, a eliminação de esgoto sem tratamento nos rios, prática frequente no país, contribui para a transmissão de doenças como a amebíase e a leptospirose.

Portanto, deve-se priorizar o desenvolvimento sustentável a fim de garantir a saúde da população. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente deve intensificar as regras de proteção ambiental, bem como aumentar a fiscalização sobre as mineradoras, em relação as barragens, as indústrias, em relação aos rejeitos, e as prefeituras, em relação ao tratamento do esgoto. Tais regras podem ser elaboradas em conjunto com especialistas e representantes de cada setor a fim de minimizar os impactos na saúde da população. Quanto a fiscalização, é necessário o aumento no contingente de profissionais, bem como seu treinamento. Além disso, é importante que haja a população seja envolvida por meio do incentivo ao uso do transporte público e da separação do lixo reciclado, por exemplo. Assim, catástrofes como a de Londres poderão ser evitadas.