Efeitos da poluição ambiental na saúde
Enviada em 14/01/2021
Em 1952 ocorreu um fenômeno de inversão térmica em Londres, fenômeno natural. Entretanto, a poluição do ar causada pela queima de combustíveis fósseis, como o carvão natural, fez com que uma nevoa tóxica se concentrasse na cidade, levando a morte de aproximadamente dez mil pessoas. Tal fato evidencia como a poluição pode ser prejudicial à saúde do ser humano. Desse modo, é imperativo a redução da poluição ambiental para que, assim, a saúde e o bem-estar da população sejam preservados.
Primeiramente, é inegável que a poluição compromete a saúde. Segundo a Organização mundial da saúde, vários países estão acima do nível de poluição do ar considerado aceitável. O crescimento industrial e a priorização do transporte rodoviário individual contribuem para esse índice. Tais ações, em sua maioria, utilizam fontes de energia não renováveis e poluentes, como carvão e derivados do petróleo, que liberam substâncias tóxicas, como o monóxido de carbono, dióxido de enxofre e fuligens. Essas substâncias causam, principalmente, irritação nos olhos, alergias e problemas respiratórios. Outro ponto importante é a contaminação dos rios, principal fonte de água potável. Segundo dados de uma pesquisa da SOS Mata Atlântica de 2019, nenhum dos rios do estudo apresentaram ótima qualidade e quatro foram considerados péssimos. A eliminação de esgoto sem tratamento nos rios, prática frequente no país, é a principal causa dessa poluição que, além de comprometer a flora e fauna aquática, é veículo para transmissão de doenças como a amebíase e a leptospirose. Ademais, o descarte de metais pesados, por indústrias e mineradoras, é muito grave pois essas substâncias acumulam no organismo podendo causar serias leões neurológicas.
Portanto, deve-se priorizar a redução da poluição a fim de garantir a saúde da sociedade. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente deve intensificar as regras de proteção ambiental, bem como aumentar a fiscalização sobre os dejetos das mineradoras e indústrias, a fim de assegurar o bem-estar social. Tais regras podem ser elaboradas em conjunto com especialistas e representantes de cada setor a fim de minimizar os impactos na saúde da população. Quanto a fiscalização, é necessário o aumento no contingente de profissionais e seu treinamento. Além disso, é importante que o Ministério das cidades elabore projetos, adaptados a cada região, que priorizem o uso do transporte público e aumentem a taxa de tratamento do esgoto. Assim, catástrofes como a de Londres poderão ser evitadas.