Efeitos da poluição ambiental na saúde
Enviada em 04/12/2021
O filósofo italiano Tomás de Aquino defende que todos os indivíduos de uma sociedade democrática precisam ser tratados com a mesma importância, além de compartilhar dos direitos e deveres civis. No entanto, no Brasil, a saúde, principalmente em relação à poluição ambiental, se vê elitizada e concentrada apenas nos grandes centros. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos fundamentais: a negligência governamental na construção de saneamento básico em regiões afastadas dos grandes centros e a ausência de debate para a conscientização ambiental.
Primeiramente, é indubitável a negligência governamental em relação à distribuição de recursos básicos, tendo em vista que a maioria esta localizada nos grandes centros urbanos. De acordo com o portal G1, cerca de 70% das cidades brasileiras não possuem abastecimento, tratamento de água, esgoto sanitário, coleta e destino adequado do lixo, o que explicita a propagação de doenças infecciosas causadas por bactérias e fungos. Conquanto, evidencia-se a carência estrutural de saneamento básico e a falta de incentivo à expansão do sistema de saúde para as regiões mais afastadas.
Outrossim, é notória a dificuldade encontrada na conscientização ambiental, uma vez que, por ser ainda menos frequente nas periferias, tem a ausência de discussão. Nesse contexto, segundo o sociólogo Habermas, o debate aprimora o corpo social de uma nação, pois é por meio dele que surgem ideias para a resolução de qualquer impasse, ou seja, a sociedade deve debater e ressaltar a importância do conceito de ética ambiental para todas as classes sociais. Sendo assim, fazem-se necessárias políticas que busquem soluções para os desafios dos efeitos da poluição na saúde humana, de forma que a ótima expectativa apresentada por Habermas seja valorizada no Brasil.
Em vista dos fatos supracitados, torna-se evidente os desafios de combater a poluição ambiental no país, seja no aspecto estrutural, seja no social. Nesse prisma, cabe ao Governo Federal, em parceria público-privada, incentivar a construção de saneamento básico por meio de um acordo de isenção fiscal progressiva relativa à distância da cidade em relação aos grandes centros urbanos, a fim de que o tratamento de esgoto se expanda para todo o território brasileiro e possa chegar nas áreas mais remotas. Ademais, o Ministério da Educação deve promover amplo debate escolar acerca dos impactos ambientais causados pela atividade humana, independentemente da idade, gênero, religião e recursos econômicos, com a intenção de estimular conhecimento de estudantes para descartar o lixo doméstico corretamente. Somente assim, agiremos de acordo com o São Tomás de Aquino e nos aproximamos da realidade Habermas.