Efeitos da poluição ambiental na saúde

Enviada em 28/09/2022

Os povos Yanomamis incorporam a fé de que a Wirihi (terrafloresta) possui um sopro vital que garante a existência e a degradação, por sua vez, levaria o fim da humanidade. Nesse sentido, embora o conhecimento indígena não se paute na ciência ocidental, tais povos podem ter um presságio de onde é conduzido o coletivo pela poluição ambiental. Nesse sentido, no Brasil, a problemática foi acentuada por conta do modal de transporte priorizado, o qual acarreta sério danos à saúde que devem ser mitigados para evitar as graves consequências.

Inicialmente, a história é pródiga ao mostra por que o país polui demasiadamente. Afinal, na década de 1960, houve sucateamento dos transportes alternativos, priorizando o rodoviário.Um exemplo disso está na gestão de Juscelino Kubstschek, uma vez que o presidente investiu vultosos recursos nas rodovias em detrimento de ferrovias/hidrovias. Posteriormente, tanto no período ditatorial, entre 1964 e 1985, quanto no democrático, o modelo de Kubstchek foi replicado. Ou seja, no quinto maior país do mundo o meio de transporte mais poluente tomou as cidades, mesmo sendo ineficiente.

Por consequência, a saúde dos cidadãos está em risco. Isso ocorre por conta de materiais particulados, monóxido de carbono e materiais sulfurados que saem na combustão e geram falhas na homeostase. Por exemplo, segundo pesquisas da Universidade Federal de São Paulo, viver na capital paulista equivale a fumar quatro cigarros ao dia. Com efeito, doenças como pneumonia são impulsionadas, gerando dores como a do escritor Manuel Bandeira, que versa, no poema “Pneumotórax”, as consequências: “uma vida que poderia ser e não fui”.

Infere-se, portanto, que o Ministério de Infraestrutura, junto aos municípios, deve implementar a diversificação do transporte. Isso por ser feito por meio de uma política nacional de desenvolvimento, a qual remodele o recorte urbano construindo ferrovias/hidrovias intra-regionais/estaduais. Tal campanha tem de ser pensada por engenheiros de transporte e ambientalistas, pautando-se no desenvolvimento sustentavel alcançado com a diversificação de modais. Essa política teria finco de, paulatinamente, reverter o arcaico modelo que violenta a Wrihi e retorna a dor de Bandeira para a contemporaneidade.