Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 21/04/2018

De acordo com o político africano Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa, capaz de mudar o mundo. Nesse viés, combater problemas vinculados ao meio escolar torna-se imprescindível, visto que a escola é a principal instituição responsável por formar o caráter ético dos indivíduos. Assim, a persistência do bullying, na sociedade vigente, configura-se como um obstáculo para o aprendizado de muitos jovens. Isso se deve tanto a fatores históricos como ideológicos, os quais favorecem a manutenção da problemática abordada.

É perceptível, na história da humanidade, que o preconceito e a discriminação contra o diferente são elementos enraizados na cultura de diversas civilações. No contexto da Segunda Guerra, por exemplo, milhares de judeus, homossexuais e ciganos foram perseguidos e mortos, devido a intolerância do partido nazista que governava a Alemanha. No período comtemporâneo, observa-se que a maioria dos casos de preconceito também estão vinculados á características físicas ou comportamentais das vítimas. Nesse sentido, pessoas que não se encaixam nos padrões pré-estabelecidos socialmente, acabam sofrendo rejeição, violência e afrontas, caracterizando, assim, a prática do bullying. Consoante á isso, na escola, ambiente em que tais diferenças se mostram mais perceptíveis, os efeitos tendem a ser maiores, podendo interferir na sanidade mental do aluno, autoestima e desempenho bimestral, que em proporções maiores, é capaz de gerar evasão escolar.

Não obstante, sob a ótica do filósofo John Locke, a mente humana é como uma folha de papel em branco, preenchida ao longo das experiências humanas. Logo, episódios violentos presenciados pelos jovens, dentro do contexto familiar, agregam experiências negativas à sua formação ética e moral, o que pode gerar futuros agressores responsáveis por perenizar práticas discriminatórias.

Em vista dos fatos já mensionados, é imprescindível o combate eficaz ao bullying, através da participação do Ministério da Educação, que deve desenvolver uma campanha de incentivo à valorização das diferenças, com vídeos, palestras e demonstrações práticas do que vem a ser o respeito mútuo a diversidade, objetivando atenuar o preconceito intríseco no pensamento dos jovens. Por fim, o Ministério da Saúde deve disponibilizar psicólogos e psiquiatras para atender alunos atingidos pelas agressões psicológicas, com o fito de melhorar a saúde mental e autoestima de todas as vítimas encontradas. Com a efetividade de tais medidas, a educação poderá de fato, conforme elucida Mandela, ser capaz de transformar o planeta.