Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 22/04/2018

No limiar do século XXI, nota-se que as escolas, que antes eram consideradas uma segunda casa para todos os estudantes, se tornaram ambientes hostis para aqueles que as frequentam. Isso ocorre, pois, os índices de casos de bullying, nos colégios brasileiros, sobe cada vez mais. Tal cenário é extremamente preocupante, divido aos inúmeros casos de depressão e suicídio relacionados ao tema. No entanto, há uma dificuldade em identificar os limites entre as brincadeiras infantis e as agressões. Nesse contexto, deve-se criar medidas para que tal problemática deve ser solucionada.

A identificação das agressões é prejudicada, pois, muitos, consideram certos atos como apenas brincadeiras entre amigos. Contudo é preciso observar que, a partir do momento que as “brincadeiras” deixam de ser divertidas para todos os envolvidos, e se tornando uma situação angustiante e constrangedora para um deles, se trata de bullying. Saber identificar tais casos, com o apoio da Lei Antibullying, em vigor desde 2016, deveria ser suficiente para acabar com as agressões, mas não é o que acontece em todo o país.

Paralelo a isso, os dados do Programa de Avaliações dos Estudantes (PISA), estimam que cerca de 43% dos estudantes já sofreram algum tipo de bullying, devido a sua aparência física, etnia, gênero ou orientação sexual. Tal dado é de grande preocupação, pois, junto ao bullying há os casos de depressão e suicido entre os jovens. Exemplificado na série americana “13 Reasson Why”, onde uma jovem encontra em pequenas agressões –mesmo que indiretas-, de seus colegas de escola, os motivos para que tire a própria vida. E visto também, nos casos de tiroteios em escolas, muito comum nos Estados Unidos, mas que em 2017 tirou a vida de dois alunos em uma escola de Goiás, e foi motivado por chacotas dirigidas ao atirador, um jovem de 14 anos.

Torna-se evidente, portanto, que os casos de bullying no Brasil devem ser combatidos. Em razão disso, o Ministério da Educação deve se unir com psicólogos, pedagogos especializados e as famílias, para criar dinâmicas e projetos sociais, que incentivem a empatia ao próximo, demonstrando a importância de tratar bem os outros, e as consequências por trás das agressões. Além disso, as secretarias de educação devem e empenhar para formar profissionais capacitados para identificar e lidar com o bullyng nas escolas. Assim, os estudantes não serão humilhados e marginalizados nas escolas brasileiras no futuro.por trás das agressões. Além disso, as secretarias de educação devem e empenhar para formar profissionais capacitados para identificar e lidar com o bullyng nas escolas. Assim, os estudantes não serão humilhados e marginalizados nas escolas brasileiras no futuro.