Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 12/05/2018
No livro “O extraordinário” retrata a vida de um garoto chamado August Pullman, este que tem uma síndrome genética que causou uma deformidade em sua face. Por esse motivo, ele sofria bullying no ambiente escolar e vivia muito isolado das outras pessoas. Já em nossa sociedade, as atitudes agressivas, repetidas e intencionais estão inclusos no cotidiano de uma grande porcentagem da população brasileira. Diante disso, duas questões fazem-se relevantes: o desenvolvimento de problemas psicológicos e o aumento da violência advinda das vítimas do bullying.
O bullying é, definitivamente, um dos principais motivos para o desenvolvimento de problemas psicológicos de maioria dos jovens do país. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, só em 2016, quase 47% dos estudantes sofreram com intimidações dos colegas de classe. Muitos dos casos não são solucionados, uma vez que muitos alunos não têm a orientação necessária para relatar os casos ou têm medo de voltar a reviver ao tipo violência. Dessa forma, inicia-se o processo de autoculpabilização, o medo de viver em sociedade e de pessoas desconhecidas, depressão ou até mesmo as tentativas de suicídio.
Além disso, muitas das vítimas que já sofreram bullying tende a usar a violência como forma de vingança. Isso se deve ao fato que o indivíduo passou – na maioria dos casos – toda a infância servindo de chacota para os colegas e, consequentemente, trouxe todo o sentimento de ódio para si, inclusive na vida adulta. É como se o pensamento do filósofo brasileiro, Paulo Freire, de que todo oprimido tem o sonho de ser opressor se concretizasse com frequência. Sendo assim, resultando o nascimento de pessoas com o perfil do Wellington, autor do Massacre de Realengo, no Rio de Janeiro.
Torna-se evidente, portanto, que os efeitos do bullying na sociedade é extremamente nocivo para o desenvolvimento infanto-juvenil em coletividade, por isso medidas são necessárias para que haja efetividade na intervenção do impasse. Desse modo, é imprescindível que a família fique atenta aos comportamentos suspeitos dos jovens e adolescente e os encaminhem para psicólogos, a fim de evitar que qualquer problemas existentes se agravem. Também cabe ao Estado, em conjunto com o Ministério da Educação e Organizações não Governamentais – ONGs, organizem palestras em escolas e nos espaços públicos com mais frequência sobre as consequências advindas do bullying, para que haja conscientização da população. Com essas medidas será possível, por fim, evitar que os atos agressivos e repetitivos não sejam a realidade da população brasileira.