Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 31/05/2018

A instituição escolar compreende um dos segmentos de maior importância para formação dos jovens. Segundo Émile Durkheim, a plena estabilidade do corpo social somente seria alcançada mediante o bom funcionamento de seus órgãos fundamentais. Entretanto, bullying ainda denota problema de amplo espectro nas escolas brasileiras, haja vista as agressões e insultos que ocorrem nesse ambiente. Diante disso, investigam-se fatores responsáveis pela situação, sobressaindo-se os problemas familiares e a atuação ineficaz dos colégios.

A princípio, observa-se a falta de empenho das escolas no combate ao bullying, já que preferem omitir os conflitos existentes entre os alunos, ou considera-los como brincadeiras. De fato, conforme pesquisa realizada pela Plan Organization, ONG voltada para os direitos da infância, 21% dos casos de agressão se dá dentro da sala de aula, muitas vezes na presença do professor. Deste modo, a vítima encontra-se sem apoio, visto que a instituição torna-se conivente com a situação, contrariando sua função de formar a ética dos indivíduos. Nessa perspectiva, os docentes têm um poder maior que os pais em detectar e combater essa prática.

Além disso, os agressores, por meio da intimidação, tendem a serem mais populares, enquanto os sofrentes ficam reclusos. Consequentemente, as vítimas podem desenvolver depressão, baixa autoestima, fobia social e até cometer suicídio. Por outro lado, embora o âmago do transtorno seja a esfera escolar, o comportamento dos provocadores tem origem no núcleo familiar. Dessa maneira, discussões sérias e violência doméstica incitam o jovem a perpetuar as agressões, reproduzindo-os em outros ambientes. Segundo a psicóloga Lidiane Haldich, a participação da família e dos educadores é fundamental para minimizar os efeitos do bullying em ambas as partes.

Logo, para solucionar tais problemas, cabe às escolas, juntamente aos pais, identificarem as vítimas e os agressores, por meio de câmeras e consultas individuais, bem como o governo deve oportunizar apoio psicológico específico para cada grupo. Ademais, é necessário que as ONGs proporcionem palestras informativas nos colégios, destinadas aos pais e alunos, acerca dos problemas ocasionados pelo bullying e seus papéis para combatê-lo. Por fim, as faculdades devem preparar os educadores para lidar com o bullying, por meio de disciplinas voltadas para a psicologia educacional. Associados, esses caminhos garantirão os princípios básicos de moral, respeito e igualdades aos jovens.