Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 01/06/2018
Na produção cinematográfica “Um grito de socorro”, o personagem principal sofre constantes agressões no colégio em que estuda, o que culmina em suicídio. Fora das telas e no Brasil, esse tipo de violência no âmbito escolar, denominada “bullying”, também está afetando a sociedade ao passo que corrobora para o desenvolvimento de quadros depressivos e para a prática de mutilação por parte das vítimas. Nesse contexto, faz-se necessário debater sobre essa problemática para encontrar soluções para tal.
A princípio, é fundamental citar que um dos primeiros motivos para que jovens se portem como “bullys”, termo dado aos praticantes do “bullying”, é a existência de pais que educam de forma punitiva e violenta. Isso porque, ao serem advertidos com ameaças, intimidações e violência física, as crianças interiorizam que precisam usar desses meios para se impor e passam a enxergar, mesmo que inconscientemente, a agressividade como normal e aceitável nas relações humanas. Dessa forma, comprova-se a teoria do sociólogo Émile Durkheim de que o homem é produto do meio em que está inserido.
Consequentemente, um em cada dez estudantes no Brasil sofrem com agressões frequentemente, segundo o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes. Essas, podem ser físicas, porém se manifestam, principalmente, por meio de apelidos e humilhações públicas ou virtuais, afetando diretamente a auto-estima e a saúde mental das vítimas que, como abordado no livro “Por lugares Incríveis”, de Jennifer Niven, raramente recebem apoio psicológico adequado por não denunciarem sua situação. Logo, diversos alunos desenvolvem doenças como ansiedade, depressão e até automutilação, mostrando os efeitos nocivos desse problema na nossa sociedade.
Destarte, é necessário que a Ancine, em parceria com a TV Futura, produza um documentário que relacione a educação domiciliar aos “bullys” para que esse seja reproduzido em reuniões de pais e filhos nas escolas com fins conscientizadores. Além disso, é necessário que gestores escolares introduzam psicólogos nas salas de aula para que esses identifiquem alunos que possam estar desenvolvendo doenças mentais e os ajudem por meio de consultas periódicas e brincadeiras no horário recreativo. Pois, assim, o grito de socorro desses jovens, mesmo que interno, será atendido.