Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 12/06/2018
O filme Extraordinário conta a história de August Pullman um menino de dez anos que possui uma deformidade facial e é alvo de bullying por parte de vários alunos. Fora da ficção, tal fato ainda é vigente na sociedade brasileira, onde afeta significativamente a vida de jovens e crianças. Nesse contexto, a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pelo ambiente escolar, seja pelo ambiente familiar.
Em primeiro lugar, tem-se o fato de que a sociedade atual, em detrimento da nova dinâmica urbana, é alheia, muitas vezes, aos problemas que podem afetar o outro. O chamado “liquidismo social”, teorizado pelo sociólogo Zygmunt Bauman, faz com que as relações tornem-se, cada vez mais, voláteis. Nesse viés, as escolas, tentando atender o Capitalismo, mostram-se mais preocupados na exposição de conteúdo do que em educar os alunos. Com isso, verifica-se que muitos professores não ensinam adolescentes e crianças a conviver com outras e reconhecer as diferenças do próximo, fato aliado a falta de uma educação solidária que vise a participação e a ajuda mútua entre adolescentes e crianças. Como consequência, observa-se que o aumento dos casos de bullying é diretamente proporcional ao aumento das taxas de depressão e suicídio de jovens na sociedade.
Além disso, consta-se o meio familiar como impulsionador da problemática. Segundo Durkheim, na perspectiva Funcionalista, afirma que a escola e a família são as bases para a formação cidadã. No entanto, em muitas famílias, ambientes que geralmente compõem com as escolas a essência da formação de valores de indivíduos, não se verificam os ensinamentos de valores básicos para o convívio social. Por conseguinte, os agressores não são educados a respeitar o próximo e as vítimas não são educadas a procurar ajuda. Logo, é imprescindível a atuação das instituições formadoras de opinião para que tais obstáculos sejam superados.
Torna-se evidente, portanto que a família e a escola devem combater o bullying. Em razão disso, cabe às famílias, a primeira base social, os ensinamentos básicos de ética e cidadania, com o fito de ensinar valores morais essências, como o respeito ao próximo. Ademais, cabe ao Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido na capacitação dos profissionais, através de cursos, visando o cuidado com os jovens, principalmente dando suporte e impedindo situações de constrangimento e angústia a qualquer um no ambiente escolar. Aliado a isso, cabe aos veículos midiáticos campanhas que visem a denúncia dos casos de bullying, por meio da criação de ouvidorias (também online), com o objetivo de fazer com que os agressores sejam punidos. Dessa forma, evitaremos casos de August em nossa realidade.