Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 07/06/2018
O chamado Bullying caracteriza-se por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais indivíduos contra outras pessoas a fim de machucá-las. Essa injusta opressão pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias e locais de trabalho. Assim sendo, é notório que essa prática está presente na realidade brasileira. Logo, faz-se necessário o seu combate, haja vista, os efeitos gravíssimos que ocasiona na sociedade.
Nesse contexto, o Bullying é, de fato, um problema social, bem recorrente principalmente nas escolas. Segundo uma pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), no ano de 2017, as principais vítimas são crianças homossexuais, negras e obesas. Esses jovens, vitimados, apresentam problemas de ansiedade, baixa auto estima, baixo rendimento escolar e, em casos mais graves, depressão. Por conseguinte, o isolamento social torna-se um forma de refúgio extremamente perigosa. Em outros casos, a criança recorre à violência como forma de defesa às perseguições sofridas.
Outrossim, cabe acrescentar que os efeitos não se limitam ao momento presente da vítima, contaminando sua infância de forma irreversível. Eles avançam para sua vida adulta, como demonstram vários estudos, cujas conclusões atestam uma relação entre o estresse sofrido a partir do assédio escolar e a tendência a contrair doenças físicas (doenças metabólicas e cardiovasculares) e psiquiátricas, como transtornos de alimentação, uso abusivo de álcool e outras substâncias tóxicas, depressão e até mesmo alguns tipos de cânceres. Ademais, outro aspecto relevante é a falta de comunicação das vítimas com seus pais ou professores. Uma pesquisa da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) revela que 41,6% das vítimas nunca procuraram ajuda ou falaram sobre o problema, nem mesmo com os colegas. Esse fato supracitado deve-se, principalmente, à falta de apoio dos pais aos seus filhos, que acham, muitas vezes, que as agressões sofridas por eles são somente brincadeiras e não devem ser levadas tão a sério. Aliado a isso, os professores ao verem atitudes de opressão não tomam atitudes enérgicas, sendo negligentes às situações vexatórias.
Dessarte, em razão do problema inercial existente, torna-se indispensável a adoção medidas eficazes para conter às práticas oriundas do Bullying. É necessário que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) capacite profissionais como, psicólogos e professores, a ministrarem palestras periódicas em escolas, com o objetivo de esclarecer as dúvidas e auxiliar os estudantes e seus respectivos responsáveis a respeito do desrespeito e agressões nas escolas, juntamente com suas possíveis consequências e para evitar transtornos psicológicos futuros nas crianças oprimidas.