Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 15/06/2018
Tinha um jogo no caminho
Em uma partida de xadrez, o rei deve ser protegido por todas as peças adjacentes contra o avanço do inimigo. Na sociedade pós-moderna, analogamente, observa-se que o bullying é a peça principal do adversário contra o tecido social brasileiro. Dessa forma, urge uma solução para dar o xeque-mate nessa problemática.
A priori, é incontrovertível que o bullying representa um impasse na esfera social. Entretanto, as autoridades tratam-o como qualquer outro problema social e negligenciam soluções para reverter o atual cenário. Um fato disso é a Constituição Federal de 1988 afirmar o direito de ir e vir, à educação e à segurança, para todos os cidadãos. Contudo, na prática isso não ocorre, porque, na maioria das vezes, as instituições de ensino que deveriam ser palco de educação tornam-se cenário de violência verbal e atormentações para as vítimas do bullying, sendo que os agressores são os próprios colegas de classes. Dessa forma, não é à toa que, quase todos os estudantes já presenciaram ou sofreram bullying, segundo o site Programa Abrace.
Ademais, a questão está longe de ser resolvida. A sociedade, então, por tender a incorporar as estruturas sociais que são impostas à sua realidade, conforme defendeu o sociólogo Pierre Bourdieu, naturalizou e reproduziu tal preceito ao longo do tempo como algo cotidiano, por exemplo, muitos pais acham que brincadeiras de mau gosto, apelidos e chacotas são “coisas de crianças” e não dão a devida importância para ajudarem seus filhos a combater essa problemática. Em consequência disso, tem-se o preconceito enraizado no meio social, passível de soluções, todavia, tudo o que é socialmente construído, pode ser culturalmente combatido.
Bullying, portanto, é um antagonismo na esfera social brasileira. Dessa maneira, o Ministério da Justiça, aliado ao Ministério da Educação, deve criar uma modificação no ensino educacional, adicionando na emenda curricular do ensino fundamental e médio, as contratações de psicólogos com o fito de criar uma roda de debates entre as crianças e adolescentes nas escolas, em virtude de elas serem formadoras de opiniões. Nela, poderiam ser ensinados semanalmente os valores éticos e morais, a importância de respeitar o próximo e a denunciar os casos de bullying, tratamento psicológico para as vítimas que presenciam ou presenciaram essas agressões. Além disso, investiriam em suporte para conversarem com as famílias dos estudantes com o intuito da sociedade civil educarem e dialogarem com seus filhos em casas, e punição para os agressores. Dessa forma, talvez, o rei do rival seja finalmente derrotado.