Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 14/06/2018
Tinha um jogo no caminho
Em uma partida de xadrez, o rei deve ser protegido por todas as peças adjacentes contra o avanço do inimigo. Na sociedade pós-moderna, analogamente, observa-se que o bullying é a peça principal do adversário contra o tecido social brasileiro. Dessa forma, urge soluções para dar o xeque mate nessa problemática.
A priori, é incontrovertível que o bullying representa um impasse na esfera social. Entretanto, as autoridades tratam-no como qualquer outro problema social e negligenciam soluções para reverter atual cenário. Um fato disso é a Constituição Federal de 1988 afirmar o direito: de ir e vir, à educação e à segurança, para todos os cidadãos. Contudo, na prática isso não ocorre, porque, a maioria das vezes, as instituições de ensinos que deveriam ser palco de educação tornassem-se cenário de violência verbal e atormentações para as vítimas do bullying, cujos os agressores são os próprios colegas de classes. Diante disso, por não existir uma lei específica para esses casos e professores orientados para deterem a continuação desses casos, assim aumenta a evasão escolar e a persistência de tal prática imoral.
Ademais, a questão está longe de ser resolvida. A sociedade, então, por tender incorporar as estruturas sociais que são impostas à sua realidade, conforme defendeu o sociólogo Pierre Bourdieu, naturalizou e reproduziu tal preceito ao longo do tempo como algo cotidiano, por exemplo, muitos pais consideram que brincadeiras de mal gosto, apelidos e chacotas são “coisas de crianças” e não dão a devida importância para ajudarem seus filhos a combater essa problemática. Em consequência disso, tem-se o preconceito enraizado no meio social, passiveis de soluções, todavia, tudo o que é socialmente construído, pode ser culturalmente combatido.
Bullying, portanto, é um antagonismo na esfera social brasileira. Dessa maneira, o Ministério da Justiça, aliado ao Ministério da Educação, deve criar uma modificação no ensino educacional, adicionando na emenda curricular do ensino fundamental e médio, a omissão de contratarem psicólogos com o fito de criar uma roda de debates Entre as crianças e os adolescentes nas escolas, em virtude de elas serem formadoras de opiniões. Nela, serão semanalmente ensinados os valores éticos e morais, a importância de respeitar o próximo e a denunciar os casos de bullying, tratamento psicológico para as vítimas que presenciam ou presenciaram essas agressões, além de suporte para conversar com as famílias dos estudantes e punir os agressores. Dessa forma, talvez, o rei do inimigo seja finalmente derrotado.