Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 11/07/2018

‘Bullying’: Palavra de origem inglesa, utilizada para descrever a prática de atos violentos e repetidos contra uma pessoa indefesa, que podem causar danos físicos e psicológicos. Essa prática, infelizmente, é bastante frequente em ambientes escolares, de lazer e até mesmo nas redes sociais da ‘internet’. Nesse sentido, vale destacar o massacre da escola de Columbine, nos Estados Unidos, onde dois alunos, cansados de sofrerem ‘bullying’, atacaram dezenas de estudantes, resultando na morte de 15 pessoas. Sob essa ótica, alguns entraves devem ser levantados para mitigar os efeitos desse problema, como o despreparo das famílias e escolas, e os ataques nas redes sociais.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que o combate ao ‘bullying’ de maneira séria é um tanto quanto recente. Segundo o Código Penal, a lei que criminaliza  essa prática foi criada apenas em 2015, o que demonstra a negligência perante gerações passadas, que não recebiam o devido apoio do Estado. Além disso, a sociedade em si banalizava esse tipo de atitude, sendo muito comum o relato de pais que afirmam que na ‘sua época’ isso era apenas uma brincadeira, a qual ninguém era prejudicado e até mesmo ajudava na construção de seu caráter enquanto criança. No entanto, segundo uma pesquisa da Universidade de Ohio, vítimas constantes de ‘bullying’ têm 20% mais chances de desenvolver depressão. Sob essa conjuntura, atualmente, esse crime ainda cresce e afeta  milhares de crianças.

Consequentemente, ao longo do tempo, as escolas não se prepararam para mitigar essa prática, gerando um despreparo da instituição e dos docentes, que não possuem uma metodologia adequada acerca da educação dos alunos. Somado a esses fatos, a popularização das redes sociais na ‘internet’ intensificaram esses ataques, haja vista que a possibilidade do anonimato do agressor e a sensação de impunidade serem maiores nas redes, entre 2015 e 2016 o ‘cyberbullying’ cresceu 10%, afirma o jornal O Estadão. Assim sendo, cada vez mais há vítimas que desenvolvem problemas psicológicos, rejeição, baixo rendimento escolar além de agressores que não sabem lidar com a diversidade e respeito em sociedade, e dessa forma, perpetuarem para as próximas gerações essa prática nada saudável.

Fica evidente, portanto a necessidade de uma intervenção dos poderes públicos e da sociedade civil.

Cabe ao Ministério da Educação, em parceria com a ‘Associação Childhood Brasil’ declararem o mês de outubro, por ser o dias das crianças, como o mês do combate ao ‘bullying’, intensificando nesse mês palestras e reuniões nas escolas com os pais e filhos para alertá-los sobre os efeitos do ‘bullying’. Além disso, cabe ao Governo Federal, mobilizar convênios com universidades especialistas em educação, para promoverem treinamentos adequados aos docentes acerca da prevenção desses ataques, afim de eliminar esse comportamento tanto em sala de aula, quanto nas redes sociais.