Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 24/06/2018
A Física do combate ao “bullying”
Segundo a Primeira Lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu estado natural até uma força externa atue sobre ele. De maneira análoga, os desafios enfrentados no combate ao “bullying” nas escolas brasileiras exigem uma discussão mais ampla, haja vista que a problemática persiste estagnada e intrinsecamente relacionada à realidade do país, seja pelo despreparo familiar, seja pela negligência das escolas. Nesse sentido, é conveniente analisar as principais consequências de tal postura negligente para o meio social.
Em primeiro plano, é indubitável que a questão familiar esteja entre as causas do problema. Isso ocorre porque a ausência dos pais no processo educacional dos filhos contribui para uma maior ocorrência de “bullying”, visto que os agressores desse tipo de violência não são ensinados a respeitar o próximo, assim como as vítimas não são educadas a procurar ajuda. Por consequência, massacres como o de “Columbine”, ocorrido em uma escola dos Estados Unidos em 1999 e executado por 2 estudantes vítimas de discriminação, estão cada vez mais presentes na sociedade.
Outrossim, destaca-se a omissão das escolas como impulsionadora do problema. Tal fato decorre porque apesar de ter sido instituído o 7 de abril como Dia Nacional de Combate ao “Bullying”, a ineficiência do ambiente escolar em promover debates éticos e morais com os alunos se mostra evidente. Como efeito, segundo pesquisas, o desenvolvimento de problemas psicológicos como a depressão, ansiedade e os transtornos de identidade são mais comuns em indivíduos que sofrem algum tipo de discriminação.
Diante dos fatos supracitados, enquanto a força da mudança familiar e da escolar não agir sobre sobre o impasse, os obstáculos referentes ao “bullying” na sociedade manterá sua inércia. Para tanto, o Ministério da Educação, junto com as mídias televisivas e sociais, deve criar campanhas destinadas aos pais, a fim de incentivar o acompanhamento escolar dos filhos, por meio de visitas semanais às escolas e de diálogos regulares com os filhos para, dessa forma, minimizar os índices de violência e preconceito no ambiente escolar. Ademais, as escolas, em parceria com a Secretaria de Educação, pode incluir a disciplina de ética e cidadania no currículo escolar dos ensinos fundamental e médio, com o intuito de potencializar a empatia e o respeito entre os alunos para, assim, reduzir os casos de discriminação nas escolas. Talvez assim poder-se-á alterar o estado natural de inércia dos obstáculos frente ao combate do “bullying”.