Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 26/06/2018

O filme “Preciosa” aborda a vida da protagonista Claireece, uma adolescente norte americana de 16 anos, que, além de ser violentada pelo pai e negligenciada pela mãe, precisa lidar com o bullying na escola - o que só alimenta seu isolamento e, consequentemente, seu distanciamento do aprendizado escolar. No Brasil, apesar de a realidade não ser diferente e milhares de adolescentes sofrerem algum tipo de intimidação, a preocupação chegou às instituições de ensino em 2016, ano em que a prevenção e o combate á prática de bullying tornaram-se lei no país. Dessa forma, nota-se que a luta brasileira ainda é recente e, por isso, precisa ser valorizada, tanto no ambiente escolar quando no familiar.

Em uma primeira análise, é válido ressaltar a importância da escola na solução de práticas como o bullying. Isso porque, além da simples exposição de conteúdo, é seu dever educar o aluno para a convivência no coletivo, evidenciando, sempre que possível, seu papel no combate às injustiças, no incentivo à colaboração e à tolerância. Desse modo, surge a necessidade de as instituições trabalharem no combate à violência - física e verbal - entre os alunos, criando, com isso um ambiente seguro e acolhedor, pois, só assim, casos como o de Hannah, da série “13 Reasons Why’, que precisou recorrer ao suicídio para livra-se das dores enfrentadas no seu dia a dia, podem ser evitados e o bullying, enfim, pode deixar de ser um agente causador de mortes.

Além disso, os familiares responsáveis pelo adolescente também devem se conscientizar e ajudar no combate ao bullying; mas, para isso, é necessário que o ambiente em casa seja de acolhimento e não de repulsa. Nesse contexto, se o espaço familiar não for de compreensão, os problemas na rua continuaram se agravando e, consequentemente, o isolamento do indivíduo vítima do bullying será cada vez maior. Exemplo disso é a mãe de Claireece que, no filme, além de não apoiar a filha, não demonstrava interesse pelos seus problemas, permitindo, inclusive, os abusos por parte do pai.

Dessa forma, portanto, fica clara a necessidade de se discutir o papel da sociedade nessa luta. Por isso, é essencial que o governo, criador da lei que incentiva o combate à prática, fiscalize as instituições e faça valer o que está no Diário Oficial. Ademais, a escola, além de levar a discussão à família, por meio de ficções que mostrem a importância de o assunto ser tratado em casa, deve chamar os pais para debater, palestras e reuniões em grupo que evidenciem seu papel nesse prevenção; e assim, inclusive, contratar psicopedagogos treinados que trabalhem em sigilo com os alunos. Com isso, a luta brasileira contra o bullying, até então recente, ganhará o seu devido valor.