Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 05/07/2018

Definido como uma violência intencional e repetitiva, o bullying tem crescido cada vez mais na sociedade brasileira. Embora a lei para combater tal prática esteja em vigor desde fevereiro de 2016, a intimidação sistemática é um problema social que ainda persiste. Diante disso, deve-se analisar como a negligência familiar e a omissão escolar prejudicam a luta contra tal causa.

A ausência dos pais no processo educacional dos filhos é uma das principais responsáveis pela prática em questão. Isso acontece porque, na sociedade hipercapitalista que vivemos, o responsável, com o desejo de manter o bem-estar financeiro, não participa no desenvolvimento educacional da criança. Por consequência disso, os estudantes, de acordo com o Programa Internacional de Avaliações de Estudantes, tendem a se sentir sozinhos na escola; a estarem insatisfeitos com a vida e, muitas vezes, desenvolvem um sentimento de autonomia.

Além disso, a omissão das escolas também é responsável pelos casos de bullying. Isso decorre do modelo pedagógico vigente, que ensina apenas conteúdos que serão cobrados em provas e não, também, valores éticos e morais. Ademais, a falta de participação dos professores aumenta as chances do aluno se sentir excluído na escola, como, por exemplo, em casos que tais agressões acontecem na própria sala de aula. Por conseguinte, os agressores não são educados a respeitar o próximo e as vítimas não são educadas a procura ajuda.

Torna-se evidente, portanto, que medidas devem serem tomadas. Em razão disso, o poder público deve, a fim de concientização, disseminar, por meios comunicativos, a importância da presença dos pais no processo educacional do filho. Outrossim, o Ministério da Educação, em parceria com pedagogos, deve incluir na grade curricular, do ensino infantil ao médio, a disciplina ética e cidadania, que ensinará valores morais essenciais, como o respeito ao próximo. Assim, a intimidação sistemática deixará de fazer parte do cotidiano brasileiro.