Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 11/07/2018
“Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Esta frase dita por Albert Ainstein resume perfeitamente a origem do bullying, haja vista que tem surgimento na visão preconceituosa de alguns indivíduos e, posteriormente, vai gerar algumas complicações na sociedade. Destarte, o bullying acaba originando do preconceito, que muitas vezes são estimulados no convívio familiar e pela omissão da escola acerca do assunto, causando transtornos psicológicos e físicos nos envolvidos, tornando-se imprescindíveis mudanças para resolver o problema.
Mormente, ao avaliar o bullying, percebe-se que esse fenômeno está muito presente na sociedade, produzindo complicações em várias dimensões. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), metade das crianças e jovens do mundo sofrem bullying. Sob tal ótica, é indubitável que o bullying proporciona efeitos prejudiciais na vida dos envolvidos. Dessarte, as agressões intencionais - verbais ou físicas - vai gerar nas vítimas os sentimentos negativos e a baixa autoestima. Outrossim, provoca o isolamento social e, por conseguinte, a depressão, que se não tratada motiva o suicídio.
Todavia, a problemática está distante de chegar a um desdobramento final. Consoante John Locke e a teoria da tábula rasa, o ser humano é como uma folha em branco, que é preenchida por experiências e influências. Logo, partindo desse pressuposto, nota-se que as pessoas que tem pais ou responsáveis preconceituosos e agressivos, devido as relações vivenciadas nesse convívio familiar, provavelmente também desenvolverá essas características, sendo o motivo primordial para o surgimento do bullying. Ademais, as experiências familiares, entrelaçadas com a omissão da escola no que diz respeito ao problema, acaba fazendo com que o bullying ainda perpetue na sociedade, visto que, conquanto, os maiores registros desse problema se dar nos ambientes escolares, a direção dos colégios preferem esconder o ocorrido, ao invés de assumir a sua função de educadora e combater essa complicação.
Torna-se evidente, portanto, que o bullying tem relação direta com o convívio familiar e a postura assumida pela escola, trazendo, isto posto, complicações em várias dimensões e, desse modo, precisa ser combatido. Como forma de garantir isso, cabe ao Ministério da Educação (MEC) implantar atividades extracurriculares nas escolas para filhos e pais ou responsáveis, por meio de aulas e debates trimestrais, ministradas por professores e especialistas, que discutam entre outros valores, o respeito ao próximo, no intuito de desconstruir essa visão preconceituosa e de carácter agressiva, criada no âmbito familiar. Assim, a escola deixará de se neutralizar em meio a problemática, e assumirá a sua função de responsável pela constituição do indivíduo, seja no que tange a aspectos de aprendizagem acadêmica, seja no que tange a aspectos morais.