Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 14/07/2018
Virginia Woolf, célebre escritora, disse uma vez que de tudo que existe, nada é tão estranho como as relações humanas, com suas mudanças e sua extraordinária irracionalidade. Tal comportamento irracional manifesta-se de inúmeras formas, mas sem dúvida a violência é o destaque. Globalmente e de forma assustadora o Bullying ganhou notoriedade como prática violenta na sociedade, seja pela insuficiente educação escolar e familiar, seja pelo rigor escasso das leis.
Segundo o filósofo Kant é na educação que assenta o grande segredo de aperfeiçoamento da humanidade. Esse pensamento explica porque a prática do Bullying ocorre principalmente na idade escolar e atualmente utilizando meios virtuais, já que nessa idade ocorre a construção de caráter e ensinamentos, uma vez que isso falha, a ignorância humana e práticas violentas são refletidas. Além disso, o papel familiar em considerar tal fenômeno como “natural” e da “própria idade”, problematiza e banaliza ainda mais a questão. É preocupante essa firmação do Bullying como forma de violência verbal e pejorativa, pois leva a problemas sérios, como depressão, estresse, e fatalmente o suicídio. Numa outra vertente, a impunidade perante a lei também alimenta o problema. Embora, uma política anti-bullying tenha sido instituída, nem todos os ambientes educacionais se aderiram a tal lei. Semelhantemente, o meio virtual, cenário imponente de Bullying também não sofre fiscalização e consequentemente tais atos passiveis de punição são esquecidos e levados apenas como brincadeiras. Fato inquietante, pois o Ciberbullying ou violência virtual alcança proporções mundiais e de maior impacto na saúde do indivíduo.
Logo, a prática do Bullying tem causas multifatoriais, necessitando de ações imediatas. No cenário escolar, é imperativo que os gestores promovam capacitações da equipe escolar a fim de “desnaturalizar” e identificar precocemente o problema. Além disso, a escola deve instituir um espaço de conversas e palestras com a comunidade de pais, professores, alunos e psicopedagogos a fim sensibilização e conscientizar sobre o problema. No cenário legal, é dever dos governos em suas três esferas verificar se os ambientes educacionais estão aderidos a lei anti-bullying, através de relatórios e encontros, assim como, promover agentes de fiscalização virtual. Finalmente, campanhas anti-bullying a nível nacional devem ser instituídas, como também, canais de comunicação gratuitos de diálogos e denúncias devem ser criados e difundidos.