Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 15/07/2018

Inerentemente às constantes transformações históricas, as relações sociais transitam paralelamente sob tal viés. Certamente, oriundo de uma sociedade embasada na tendência à padronização comportamental, o bullying emerge como alarme aos crescentes casos de intolerância no Brasil, haja vista seu caráter velado e pouco discutido publicamente.

Como característica fundamental da intimidação, a carente aceitabilidade de convivência com a diversidade mostra-se como ponto alvo. Nesse ínterim, o empirista inglês Francis Bacon coloca a Teoria dos Ídolos como um relativo afastamento do entendimento humano, realizando, desse modo, relações diretas com os diversos preconceitos instaurados socialmente. Concomitantemente a isso, a sistemática do bullying retrai a existência de relações humanas fundamentais ao próprio desenvolvimento psicológico e intelectual da vítima. Diante dessa perspectiva, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), tais comportamentos de descriminação apresenta contribuição significativa nos mais de dez milhões de brasileiros acometidos pela depressão.

Indubitavelmente, o quadro educacional em muito interfere  nesse âmbito de instabilidades. Embasados por alusões culturais relacionadas ao “Jeitinho Brasileiro”, a normatização de zombarias torna-se comumente utilizado como justificativa para atitudes injustas e, portanto, enraizando o encobertamento das práticas discriminatórias. Sobre esse ângulo, a ineficácia da educação básica no Brasil aponta como fonte de intermediação ao bullying. Não obstante, a falta de uma formação e acompanhamento no meio virtual por crianças e adolescentes tem gerado o aumento nos casos de crimes cybernéticos e, por conseguinte, ampliando  problemática inerente à sensação de impunidade e vulnerabilidade.

Consoante a essa questão, urge, portanto, medidas que anulem tal problemática. Logo, é de suma importância a aplicabilidade de campanhas no meio escolar. Para tanto, a família em consonância com profissionais da educação devem atuar em conjunto na promoção de encontros com cunho social, na medida em que as crianças e adolescentes busquem discutir problemas inter-pessoais sob a égide do diálogo fundamentado em princípios éticos.  Acoplado a isso, o Estado deve contribuir para a atuação de profissionais da saúde, como psicólogos, para ajudar na prevenção de depressão, ansiedade e suicídio.