Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 25/07/2018
" A tolerância é a melhor das religiões." Victor Hugo, romantista francês, já em sua época, parecia prever uma informação importante: o melhor valor, para ser seguido, é respeitar as diferenças alheias. Na atual conjuntura, esse fenômeno é diferente, representando um desafio a ser enfrentado, visto que, a discriminação está, ainda, presente na sociedade brasileira, mormente no âmbito escola, por meio do bullying. Dessa forma, é necessário avaliar-se as causas e os efeitos dessa prática, a qual prejudica as relações sociais, para assim, combatê-la.
De início, cabe salientar que, as tecnologias da informação ampliam, cada vez mais, a atividade do bullying. Sabe-se que, esse tipo de preconceito é caracterizado pela violência física e/ou psicológica, de forma intencional e contínua. Por conseguinte, quando esse ato é somado à internet - conhecido como cyberbullying - ganha uma dimensão maior, uma vez que, o compartilhamento online é rápido e universal. De acordo com o jornal online Estadão, de cada quatro crianças e adolescentes, um foi tratado de forma ofensiva na internet, o que corresponde a 5,6 milhões de meninos e meninas entre 9 e 17 anos. Assim, o assédio moral e virtual, o qual tem o intuito de ridicularizar, ofender e perseguir alguém, torna-se exacerbado, podendo trazer consequências irreversíveis para o desenvolvimento intelectual e social do indivíduo e, em casos extremos, levar ao suicídio.
É notório, ainda, que a criação das pessoas, também, pode influenciar as práticas hostis. Segundo Émile Durkheim, o fato social refere-se à formas de agir, pensar e sentir, que se generalizam em todos os membros de uma comunidade. Observa-se que o bullying pode ser encaixado na teoria do sociólogo, já que se uma criança vive em uma família, a qual implica com ela, fala do seu peso e aparência. Isto posto, esse indivíduo tende a reproduzir o mesmo comportamento, mormente na escola, por causa do exemplo familiar, convivência e para sentir-se melhor e superior. Logo, falta de orientação familiar contribui, infelizmente, para a perpetuação da hostilidade.
Fica claro, portanto, que o bullying ainda requer ações mais efetivas para ser solucionado. Nesse sentido, a escola, formadora intelectual, deve implementar ações de prevenção, por meio de palestrar, debates e orientação educacional, usando as aulas de sociologia, para promover uma reflexão nos alunos, alem de capacitar docentes e equipes pedagógicas, para nortear os discentes e disponibilizar psicólogos diariamente para auxílio e para trabalhar, conjuntamente, com os pais e familiares, a fim de identificar vítimas e agressores. Espera-se com isso, criar na escola uma cultura de paz e aceitação. Dessa maneira, será possível minimizar a problemática, implementando a perspectiva de Victor Hugo: respeitar todas as diferenças.