Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 14/08/2018

Conforme Martin Luther King: “Aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a sensível arte de viver como irmãos”. Considerando essa impactante sentença, convém destacar os efeitos do “bullying” na sociedade, pois essa prática necessita de prevenção e combate. Nessa perspectiva, cabe mencionar o desenvolvimento de transtornos psiquiátricos e o recrudescimento dos índices de violência.

De início, é possível reconhecer que as consequências do “bullying” no ambiente escolar fomenta sérios índices de patologias, como o isolamento que pode desencadear na depressão. Assim, essa prática perniciosa, muitas vezes, deixa como rastros queda no desempenho escolar do oprimido e aumenta o percentual de evasão, já que 43% dos jovens brasileiros já sofreram “bullying”, segundo uma pesquisa da ONU. Exemplo nítido é o filme “Um grito de socorro”, o qual retrata a vida de um adolescente diariamente atormentado pelos colegas por estar acima do peso; o garoto, em caso extremo, opta pelo suicídio.

Como se isso não bastasse, essa problemática é um ciclo vicioso e promove o aumento da violência na sociedade. Tendo em vista que, de acordo com a sociologia, vivemos em uma sociedade complexa, de modo que a atual geração z não está sabendo lidar com os traumas causados pelo “bullying”. Diante disso, em 2015, foi estabelecido a Lei Antibullying - que tem a finalidade de garantir que a escola é responsável pelas medidas de prevenção, conscientização, diagnóstico e combate à violência e à intimidação que ocorre no ambiente escolar.

Portanto, o desenvolvimento de várias patologias e o aumento da violência  são efeitos da prática do “bullying” na sociedade. A fim de minimizar esse caos, a  escola, nas salas de aula, com auxílio do professor, têm o dever de monitorar o comportamento e o desenvolvimento dos alunos, para que estes não se sintam desamparados. Ademais, seria interessante o Governo propor às escolas que executem projetos interdisciplinares capazes de reeducar os estudantes ao tratar de drásticas consequências que o “bullying” acarreta. Dessa forma, Governo e escola atuarão em conjunto para que todos façam uso da razão e pensem no outro com a sensível arte de viver como irmão.