Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 21/10/2018
Por um futuro melhor
O Estatuto da Criança e do Adolescente -ECA-, inserido na atual Constituição Federal em 1990, prevê que é obrigação da escola, da família e do Estado salvaguardar o público infantojuvenil. Entretanto, ainda persiste na sociedade brasileira problemas no que concerne a prática do “bullying”, intimidação sistemática, que afeta diretamente o referido público. Logo, sociedade civil e poder público devem engendrar ações objetivando superar essa problemática social.
Um dos efeitos do “bullying é o suicídio. Esse fato é comprovado pelos dados da OMS, Organização Mundial da Saúde, os quais revelaram que o público jovem, maiores vítimas do “bullying”, é o que mais se suicída. Isso ocorre pois o adolescente por ser vítima de intimidações sistemáticas, como ridicularizações e humilhações, na maioria dos casos desenvolve distúrbios psicológicos, a exemplo da depressão, fazendo com que as chances do mesmo cometer suicídio aumentem. Essa realidade foi muito bem exposta na série “13 Reasons Why”, a qual retrata a protagonista, vítima de boatos e ridicularizações sistemáticas, sofrendo de depressão, o que faz ela cometer suicídio. É imprescindível, desse modo, identificar essa prática logo no início para que medidas efetivas sejam tomadas.
Em paralelo a essa questão encontra-se os efeitos das possíveis retaliações realizadas pela vítima do “bullying”. Nesse sentido, não é raro ser noticiado nos jornais tiroteios que ocorreram em escolas dos Estados Unidos por alunos ou ex-alunos qu sofreram humilhações contínuas. Não destoando-se da realidade norte americana, o Brasil vem mostrando a ocorrência de situações semelhantes como em 2011 na escola de Realengo (RJ), onde um ex-aluno matou 12 estudantes alegando estar se vingando do “bullying” sofrido há anos atrás. Ou, mais recentemente, na escola no Paraná em que dois alunos armados queriam retaliar as violências sofridas nesse mesmo local. Dessa forma, é fundamental que o “bullying” ocorra incentivando a empatia e o respeito ao diferente nas escolas.
Urge, portanto, que às escolas, por meio de capacitação profissional, sensibilizar professores e funcionários a reconhecer sinais que demonstrem a prática do “bullying” em sua fase inicial para, dessa maneira, agir incisivamente sobre o problema, com punições e suporte psicológico para os envolvidos, evitando que a vítima desenvolva problemas psicológicos que possam causar o suicídio. Ademais, cabe ao Ministério da Educação incluir na Base Nacional Comum Curricular o ensino de inteligência emocional para desenvolver habilidades socioemocionais entre os alunos pois, desse modo, o aluno se tornaria mas empático e respeitaria as diferenças, evitando atitudes que humilhem. Assim, o Brasil fará jus a sua Constituição Cidadã e promoverá um futuro melhor para os brasileiros.