Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 21/08/2018
No livro “Extraordinário” de Raquel Jaramillo, retrata a história de uma criança que possui uma síndrome rara, e ao frequentar o ambiente escolar, começa a ser alvo de preconceitos e agressões de outros alunos. Do mesmo modo, semelhante a obra os casos de bullying em escola no Brasil vem crescendo. Nesse sentido, faz-se necessário a urgente alteração desse cenário, no qual a negligência das instituições de ensino e a violência são fatores para essa questão.
Em primeiro lugar, é preciso destacar a omissão existente das escolas em combater essa prática. De acordo com Nelson Mandela “A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”, retratando assim a importância das instituições escolares em promoverem a tolerância e o respeito ao diferente. No entanto, o assunto por muitas das vezes é abordado pelas escolas como “brincadeiras”, corroborando assim para a discriminação as vítimas e desenvolvendo nesses jovens quadros de depressões e um isolamento profundo, e em alguns casos até o suicídio. Evidenciando assim, a necessidade das escolas em discutir sobre o assunto.
Além disso, a violência é um fator que contribui para essa questão. De acordo com o PISA (Programa internacional de avaliação estudantil), em 2016, cerca de 20% dos alunos brasileiros já sofreram bullying no ambiente escolar. Agressões físicas e verbais são práticas rotineiras em escolas, como forma de humilhação dos agressores. Como em qualquer outro tipo de violência os indivíduos por medo de represálias não conseguem se expressar e acabam sofrendo calados.
Nesse sentido, portanto, faz-se necessário a adoção de medidas a fim de minimizar essa problemática. Através do Ministério da Educação, em promoverem palestras em escolas com psicólogos, para incentivar o respeito às diferenças e identificar casos de depressões e tratá-los. Outra articulação possível seria as escolas adotarem em sua grade curricular, discussões a cerca do bullying entre os alunos. Pois assim possa haver o respeito e fazer com que o cenário do “Extraordinário” não se repita.