Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 19/10/2018

Caracterizado por ser um conjunto de componentes agressivos, físicos ou psicológicos, que ocorrem na relação entre colegas e, por vezes, até mesmo com professores, o bullying se manifesta sem uma motivação evidente e de maneira repetitiva, criando uma hierarquia entre o agressor e a vítima. Apesar da promulgação da Lei nº 13.185/2015, que propunha medidas de prevenção a esta prática, na realidade das escolas brasileiras, esta forma de violência tem se mostrado constante. Torna-se, então, imprescindível analisar as raízes desta adversidade e suas consequências.

É fundamental enfatizar as diversas causas deste grave problema social. Segundo a teoria Freudiana, presente no livro “O Mal Estar na Civilização”, atitudes desta natureza podem ser realizadas por indivíduos extremamente reprimidos no âmbito familiar ou social. Esta repressão, que também pode ser advinda do modelo educacional, gera a dominação através da força, da coação. Logo, o agressor possuirá a necessidade de dominar, subjugar e impor sua autoridade sobre outrem. Estando habituado a este modelo de convivência, o ofensor distancia-se dos objetivos escolares, passa a valorizar a violência como meio de obtenção de poder e desenvolve, assim, habilidades para futuras condutas delituosas e violentas.

Convém destacar, ainda, as sequelas desenvolvidas pelo agredido. No âmbito escolar, devido à sensação constante de insegurança e perseguição, ocorre o desinteresse pela escola, queda dos rendimentos e evasão escolar. Ademais, relacionado à saúde física e emocional há a baixa autoestima, estresse, sintomas psicossomáticos podendo em casos extremos levar à depressão e à morte. Por vezes, o círculo vicioso da violência se mantem quando o aluno após passar por inúmeros episódios de constrangimentos volta-se contra o agressor e até mesmo contra o próprio ambiente no qual sofreu perseguição, exemplos disso foram o massacre de Realengo e de Columbine.

É fundamental, portanto, buscar soluções efetivas de combate a esta forma de intimidação, que perpetua-se no cenário educativo. A escola deve criar canais de denúncia anônima para situações de bullying através da internet e de números telefônicos, com isto poderá fornecer apoio psicológico ao agressor visando compreender quais as razões de seu comportamento e em conjunto buscarem melhorias. Deve também contatar a família e propor um diálogo aberto visando resolver cada problema em suas especificidades. Além disto, prestar apoio psicológico para a vítima e assegurar a interrupção desta prática acompanhando de perto a convivência entre os alunos. Somente com o acompanhamento de ambas as partes, e a fiscalização constante será possível tornar do ambiente escolar um espaço de pleno crescimento individual e coletivo.