Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 22/08/2018

Superman vs. Bullying

Tristeza. Solidão. Medo. Insegurança. Sentimento de inferioridade. Essas imagens compõem o quadro da vida de um número crescente de pessoas no mundo inteiro: vítimas de bullying. Estes são alguns dos efeitos negativos das interações humanas em uma sociedade cada vez mais violenta e egocêntrica. Nesse sentido, torna-se necessário compreender o que provoca este comportamento, bem como suas consequências para o corpo social.

Primeiramente, é possível destacar que Durkheim, importante sociólogo, afirma que o fato social está diretamente relacionado com os padrões de comportamento impostos por uma sociedade coercitiva na qual quem não faz parte deste paradigma é mal visto. Infelizmente, na contemporaneidade, os mal vistos tornaram-se vítimas de ódio e intolerância por parte daqueles que buscam constantemente se autoafirmar e exercer poder sobre o próximo, comumente, de maneira violenta. Prova disso é a recente pesquisa realizada pelo INEP, afirmando que uma em cada dez pessoas é vítima de bullying e violência, principalmente nas escolas e na internet, sendo alarmante as consequências deste comportamento para esta parcela da população.

Nesse sentido, devido ao constante estresse, as vítimas estão mais suscetíveis a apresentarem transtornos psicopatológicos, como fobia social, ansiedade, pânico, depressão e, inclusive, muitas recorrem ao suicídio, como mostrado no seriado norte-americano de sucesso “Os Treze Porquês”. Desta forma, tal preocupante realidade social mostra a importância da compreensão da teoria de Nietzsche - a qual aborda a questão do Super Homem como um ser psicologicamente superior que vive de acordo com as próprias regras -, uma vez que este pensamento mostra imprescindibilidade da sociedade superar os valores impostos por um padrão excludente a fim de atenuar as práticas do bullying.

Portanto, as práticas violentas da sociedade são extremamente prejudiciais às interações entre indivíduos. Para minimizar o problema, os Ministérios de Saúde e Educação devem trabalhar juntos, promovendo capacitação de psicopedagogos em escolas através do atendimento às vítimas e palestras educativas para alunos e familiares, objetivando desconstruir o preconceito por meio da empatia. Juntamente a isso, o Governo deve adotar eficientes medidas punitivas aos agressores, além de conversas que busquem recuperá-lo e reinseri-lo na sociedade com educação, garantindo o respeito às diversidades. Desta forma, reconhecendo as causas e tratando as consequências, será possível a construção de uma “super sociedade” psicologicamente melhor estruturada.