Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 23/08/2018

No Brasil contemporâneo, a prática de “bullying” quase sempre existiu nas escolas brasileiras. Porém, as “brincadeiras” que antes nem sempre eram consideradas ofensivas, estão relacionadas, hoje, à depressão e, infelizmente, ao suicídio. Tal situação demonstra a falta de controle escolar e disposição da família para apoiar as vítimas.

Nesse tocante, o “bullying” constante pode levar suas vítimas à depressão, já que ele prejudica o rendimento escolar e, na maioria dos casos, exclui socialmente o aluno do restante da turma. Ainda é possível que haja abandono da escola pelo aluno, o qual dificilmente pede ajuda à escola ou à própria família devido à falta de estímulo e de coragem para enfrentar os agressores. Isso tudo enfrenta diversas dificuldades, pois há um tom de acusação entre a escola e a família, não havendo consenso na resolução do problema.

Além disso, as agressões físicas e psicológicas cometidas na intimidação sistemática, tem levado alguns indivíduos a tentar o suicídio como forma de acabar com o sofrimento. Nesse contexto, Dan Olweus, professor da Universidade da Noruega, no fim da década de 1970, relacionou o termo “bullying” a comportamentos desse tipo, verificando, assim, que era necessário intervir. De fato, práticas que podem culminar em desastres, como o suicídio, são prejudiciais não só ao indivíduo, mas também a toda sociedade, o que demonstra  a urgência de combate a essa situação.

Portanto, a fim de solucionar as consequências do “bullying”, é preciso que as escolas orientem acerca da importância da denúncia dessa prática, por meio de professores capacitados que possam guiar os alunos na resolução do conflito. Por fim, a família deve apoiar a escola, e não culpá-la por todos os efeitos, deixando claro que estará pronta para promover diálogos e escutar prontamente as vítimas e os agressores.