Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 26/08/2018
Superman x Bullying
Tristeza. Solidão. Medo. Insegurança. Sentimento de inferioridade. Essas imagens compõem o quadro da vida de um número crescente de pessoas no mundo inteiro: as vítimas de bullying. Esses são alguns dos efeitos negativos provenientes das interações humanas em uma sociedade cada vez mais violenta e egocêntrica. Assim, torna-se necessário compreender o que provoca esse comportamento, bem como suas consequências para o corpo social.
Em primeiro lugar, é possível destacar que Durkheim, importante sociólogo, afirma que o fato social está diretamente relacionado com os padrões de comportamento impostos por uma sociedade coercitiva na qual quem não faz parte desse paradigma é mal visto. Infelizmente, os mal vistos tornaram-se vítimas de ódio e intolerância por parte daqueles que buscam, constantemente, se autoafirmar e exercer poder sobre o próximo, na maioria dos casos, de maneira violenta. Como prova disso, uma recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Ensino e Pesquisa (INEP) afirma que uma em cada dez pessoas é vítima de bullying e violência, principalmente, nas escolas e na internet. Dessa forma, as consequências são alarmantes para essa parcela da população.
Nesse sentido, devido ao constante estresse, as vítimas são mais suscetíveis a apresentarem transtornos psicopatológicos, como fobia social, ansiedade, pânico, depressão e, inclusive, muitas recorrem ao suicídio, como mostrado no seriado norte-americano de sucesso “Os Treze Porquês”. Assim sendo, tal preocupante realidade social mostra a importância da compreensão da teoria de Nietzsche, a qual aborta a questão do Super Homem como um ser psicologicamente superior que vive de acordo com as próprias regras. Esse pensamento demonstra a imprescindibilidade da sociedade superar os valores impostos por um padrão excludente, a fim de atenuar as práticas do bullying.
Portanto, as práticas violentas da sociedade são extremamente prejudiciais às interações entre indivíduos. Para minimizar o problema, os Ministérios da Saúde e Educação devem trabalhar juntos na capacitação de psicopedagogos em escolas por meio do atendimento às vítimas e palestras educativas para alunos e familiares, com o objetivo de desconstruir o preconceito por intermédio da empatia. Juntamente a isso, o Governo deve adotar medidas punitivas aos agressores, além de conversas que busquem recuperá-los e reinseri-los da sociedade com educação, garantindo o respeito às diversidades. Assim, reconhecendo as causas e tratando as consequências, será possível construção de uma “super sociedade” psicologicamente melhor estruturada.