Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 29/08/2018

No filme “extraordinário” é retratado a história de um menino que tem uma deformação facial e começa a frequentar à escola aos dez anos, com isso enfrenta dificuldades por ser diferente dos outros, essa criança passa por uma situação típica de bullying. Porém, essa ficção não está longe da realidade vivida pelos adolescentes nas escolas do Brasil. Sendo, possível afirmar que fatores como a não relevância desse assunto e a não percepção de suas mudanças comportamentais, têm trazido consequências negativas para os envolvidos.

Primeiramente, em virtude do acontecimento que ficou conhecido como o massacre de Realengo, a Lei 13.277/2016 foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff , que instituiu o 7 de abril como o Dia Nacional de Combate ao Bullying. Essa medida é importante para prevenir esse fenômeno tão frequente, que traz graves consequências ao conjunto escolar. Mesmo assim, isso não evitou que  uma outra tragédia ocorresse em 2017, na qual um adolescente tirou a vida de seus colegas de classe em Goiânia, considerados por ele a causa de seu sofrimento diário. Ou seja, essa lei deu ênfase num assunto antes deixado de lado, mas não foi o suficiente para impedir que houvesse mais vítimas fatais desse problema.

Além disso, na série de televisão “todo mundo odeia o Chris”, é retratado um caso típico de intimidação, em que o estudante é sistematicamente, discriminado, humilhado e intimidado por ser negro, seus pais e professores não percebem o que se passa com esse aluno. Sem dúvida, isto também acontece no contexto escolar brasileiro. Já que segundo uma pesquisa sobre Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe), a pedido do Inep em 501 escolas públicas do país,  foi constatado que 19% dos negros são as principais vítimas de bullying. Por consequência desse tipo de ação essa criança tem dificuldades ou inabilidades que o impede de buscar ajuda, é desesperançada quanto a sua aceitação no grupo e tende a um comportamento introvertido.

Destarte, a única forma de combater esse tipo de prática é a cooperação por parte de todos os envolvidos, como no filme “extraordinário”. Nesse sentido, é preciso que o Ministério da Educação em parceria com o Conselho Federal de Psicologia deve organizar palestras de prevenção a esse problema, por meio de reuniões  gerais com a equipe diretiva, corpo docente e professores no inicio do ano letivo, para discutir propostas antibullying, orientações acerca de comportamentos, de respeito às diferenças e de conscientização de relações saudáveis no ambiente escolar. A fim de, que todo conjunto escolar promova ações que despertem a solidariedade e o convívio com as diferenças.