Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 06/09/2018
A postura de superioridade e a dificuldade em aceitar o diferente são as principais causas para que a violência física e psicológica ocorra. Nesse aspecto, ao perceber tal comportamento, o pesquisador Dan Olweus conceitualizou a relação opressor-oprimido no atual termo, “bullying”, relacionando agressões repetitivas como um mecanismo de manutenção de autoridade. À vista disso, é de vital importância analisar os seus efeitos no âmbito profissional e escolar.
Quando o economista Adam Smith, na obra “Riqueza das Nações, defendeu a não intervenção do Estado na economia, de modo a incentivar a competitividade empresarial, ratificou a necessidade de se analisar como o lucro influencia as relações sociais de poder. Nesse aspecto, verifica-se que as necessidades capitalistas pressionam, muitas vezes, atitudes de agressões psicológicas corriqueiras do patrão sobre o empregado, de maneira que as posições hierárquicas laborais camuflam o “bullying” e aumentam a submissão do funcionário. Diante disso, a falta de divulgação sobre o tema nas empresas colabora para que apelidos pejorativos, críticas destrutivas, e sujeição a situações humilhantes, contribuam para que o operário se conforme com a situação de terror psicológico sofrida.
Além disso, segundo a psicóloga Maria Tereza Maldonado, a escola é acolhedora ao exercitar a assimilação do novo, pois assim acata a diversidade. Entretanto, percebe-se, no mundo hodierno, o empenho escarço em formar uma consciência moral inclusiva não só baseada na integração de grupos marginalizados, mas também na solução de problemas familiares motivacionais para a prática do “bullying”. Desse modo, a falta de apoio afetivo - em casos de separação familiar, violência doméstica e submissão às drogas – pode refletir em um comportamento agressivo e de autoproteção contra os colegas de classe. Assim, auxiliar a superação de problemas familiares do agressor e a inclusão social da vítima é um grande passo na educação na luta contra o “bullying”.
Depreende-se, portanto, que a violência repetitiva no trabalho e na escola é baseada, sobretudo, na intolerância a diversidade e na necessidade de manutenção do poder. Posto isso, cabe ao Ministério do Trabalho combater o “bullying” no ambiente corporativo, por meio de palestras periódicas ministradas por psicólogos, com o fito de reconhecer tal prática e o auxiliar imediatamente as vítimas. Outrossim, é imprescindível que o Ministério da Educação aumente os laços familiares entre os alunos, por meio de dinâmicas participativas, como pinturas e conversas com psicopedagogos, com a finalidade de solucionar os fatores motivacionais para a agredir outrem.