Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 01/09/2018

No filme “extraordinário” é retratado a história de um menino que tem uma deformação facial e começa a frequentar à escola aos dez anos, com isso enfrenta dificuldades por ser diferente dos outros, essa criança passa por uma situação típica de bullying. Porém, essa ficção assemelha-se a triste realidade vivida por muitos adolescentes, pois segundo dados da pesquisa realizada pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudante (Pisa), um em cada dez estudante no Brasil é vítima frequente de bullying, e isso traz efeitos negativos para os envolvidos.

Primeiramente, em virtude do acontecimento que ficou conhecido como o massacre de Realengo, a Lei 13.277/2016 foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff , que instituiu o 7 de abril como o Dia Nacional de Combate ao Bullying. Com certeza, essa medida foi importante para prevenir esse fenômeno tão constante, que traz graves consequências ao conjunto estudantil. Mesmo assim, isso não evitou que uma outra tragédia ocorresse em 2017, na qual um adolescente tirou a vida de seus colegas de classe em Goiânia, considerados por ele a causa de seu sofrimento diário. Ou seja, essa lei deu ênfase num assunto antes deixado de lado, mas não foi o suficiente para impedir que houvesse mais vítimas fatais desse problema.

Além disso, na série de televisão “todo mundo odeia o Chris”, é demonstrado um caso típico de intimidação, em que o aluno é sistematicamente, discriminado, humilhado e intimidado por ser negro. Da mesma forma, isto também acontece no contexto escolar brasileiro. Como afirma a pesquisa sobre Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica(Fipe), a pedido do Inep em 501 colégios públicos do país, em que foi constatado que 19% dos negros são as principais vítimas de bullying. Por consequência desse tipo de ação essa criança tem dificuldades ou inabilidades que o impede de buscar ajuda, é desesperançada quanto a sua aceitação no grupo e tende a um comportamento introvertido.

Destarte, a única forma de combater esse tipo de prática é a cooperação por parte de todos os envolvidos, como no filme “extraordinário”. Nesse sentido, é preciso que o Ministério da Educação em parceria com o Conselho Federal de Psicologia devem organizar campanhas de prevenção a esse dilema, por meio de reuniões com a equipe diretiva, corpo docente e professores no inicio do ano letivo, para discutir propostas antibullying, como a realização de discussões sobre o respeito às diferenças feitas em sala de aula, com professores, psicólogos,pais e alunos. Espera-se, com isso conscientizar os envolvidos sobre a importância das relações saudáveis no ambiente escolar.