Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 06/09/2018

No limiar do século XXI, o “bullying” aparece como um dos problemas mais evidentes na sociedade brasileira. É mediante tal questão que muitas pessoas desenvolvem graves quadros de problemas de saúde, como a depressão. Nesse contexto, é indispensável salientar que a omissão das escolas e das famílias está entre as causas da problemática, haja vista que a intimidação sistemática pode ser manifestada por meio da violência - física ou psicológica. Diante disso, vale discutir as implicações que a prática do “bullying” pode motivar e a importância do auxílio da família no combate desse impasse.

Em uma primeira abordagem, é fundamental destacar que a prática de “bullying” é intensa nas escolas brasileiras. Em abril de 2011, uma escola do Rio de Janeiro foi testemunha de um terrível massacre. Nesse caso, o ex-aluno Welligton Menezes disparou mais de cem tiros contra vários estudantes e professores, sendo que doze morreram. O motivo que fez Welligton retornar ao colégio para tirar a vida de várias pessoas foi ter sido vítima, sistematicamente, de “bullying” naquele mesmo ambiente. Nesse sentido, o educador Paulo Freire já evidenciava a função da educação na exposição de injustiças, incentivando a colaboração, a convivência com o diferente, a tolerância e, sobretudo, a destituição do sonho do oprimido em querer se tornar o opressor. Dessa forma, nota-se que, a escola por ser a base de formação do indivíduo, deve ser cooperativa na construção do respeito ao próximo.

Apesar de acontecerem, em sua maioria, dentro das escolas, os casos de “bullying” também devem ser combatido com o apoio da família. Um exemplo que contraria essa ideia acontece no drama “Preciosa”, no qual a mãe de “Claireece” não apoiava a filha nem ligava para os seus problemas. Apesar de ser uma ficção, o filme retrata muito bem a realidade das vítimas do “bullying”, que são inferiorizadas pelo seu peso corporal, pela sua orientação sexual ou também pela sua etnia. Mesmo com tudo isso, muitos pais ainda relativizam a problemática. Nessa ótica, estudos do Instituto de Pesquisas de Campinas indicam que as minorias homossexuais, negras e nordestinas são as mais discriminadas pelo “bullying”. Sendo assim, urge a atuação do Estado.

Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para acabar com a prática de “bullying”. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas, de maneira que todos os alunos possam ter contato com psicólogos. Além disso, o programa também deverá contar com professores especializados no assunto, para tratar da problemática em palestras e reuniões com os pais. Com isso, a noção de solidariedade e de respeito ao próximo serão virtudes dos brasileiros e, por conseguinte, as práticas de “bullying” serão interrompidas. Espera-se que, com essas medidas, seja possível evitar mais casos como o de Welligton Menezes.