Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 10/10/2018
Sob a perspectiva filosófica de Aristóteles, em Ética a Nicômaco, é preciso que os indivíduo sejam tratados com respeito e de forma igualitária para garantir o bem-estar social de todos. No entanto, percebe-se que, no Brasil, o exercício do bullying — realização intencional de ataque físico ou psicológico — limita essa concepção, visto que há uma classe minoritária vítima dessa prática. Assim, torna-se evidente que os entraves para garantir a integração social dessas pessoas resultam não só de um padrão criado pela consciência coletiva, mas também pela negligência do Estado.
Vale pontuar, de início, que é dever do governo garantir educação de qualidade a todos, conforme a Constituição Cidadã, porém esse direito não é efetivado conforme previsto por lei. Por isso, há uma profusão de cidadãos que não exercem a alteridade em seu cotidiano, tratando as minorias, como negros, mulheres e homossexuais com escárnio e ameaças devido às diferentes características físicas. Consoante Immanuel Kant, a educação é a principal ferramente para garantir a integração social. Entretanto, tristemente, a baixa qualidade do sistema educacional forma muitos cidadãos preconceituosos que geram violência física e psicológica contra uma grande parte da população.
Outrossim, o preconceito que cerca o Brasil corrobora o cenário de intolerância com as classe minoritárias. Infelizmente, a persistência da prática de bullying contra esses cidadãos é um reflexo dos padrões criados desde o Período Colonial, no qual o homem, branco e heterossexual era extremamente valorizado. Dessa forma, discriminar esses indivíduos pode resultar em violência, abandono do ambiente escolar