Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 12/10/2018
O massacre de Realengo, em 2011, é um marco brasileiro de uma consequência trágica do bullying, pois, um jovem que sofreu tal agressão, dentro da escola, guardou muitas mágoas e atirou em várias crianças inocentes da instituição em que estudava. Nesse sentido, esse tipo de violência não é algo raro e pode ter efeitos graves na sociedade causados pela inércia da escola e a falta de diálogo familiar. Sendo assim, deve-se analisar essas problemáticas e buscar soluções que aparem a vítima.
Em primeiro plano, vale destacar que as instituições de ensino não possuem um plano de combate ao bullying nas suas imediações. Em sua maioria, a escola é um dos principais ambientes no qual essas agressões acontecem, devido mudanças comportamentais e físicas dos alunos, durante a puberdade, entretanto, mesmo sabendo desse acontecimento, geralmente, elas não tomam posições exemplares para os estudantes, como a punição do agressor. Isso colabora para o aumento dessa violência e cerca de 35% dos alunos sofram bullying nas escolas, segundo o IBGE.
Outrossim, o diálogo familiar é essencial para o decréscimo de casos na sociedade. Com a evolução tecnológica, as relações se tornaram mais fluidas e menos acolhedoras e isso, infelizmente, proporcionou um afastamento dos pais e filhos. Essa falta de intimidade faz com que vítimas de bullying não se sintam a vontade para falar com os responsáveis sobre e acabem sofrendo sozinhos. Conforme uma pesquisa da USP, uma boa relação familiar pode ajudar no combate ao bullying, já que a vítima se sente segura, porém uma má relação pode contribuir no seu acréscimo.
Portanto, fortalecer os vínculos é um caminho para evitar tragédias causadas pelo bullying. O Ministério da Educação, em parceria com as escolas, deve criar um plano nacional de combate ao bullying nas escolas, por meio debates em sala, pesquisas e orientação às vítimas, afim de punir o agressor e dar exemplo e amparo social. Ademais, a mídia deve elaborar campanhas que mostrem o papel familiar contra agressões, por meio de propagandas, afim de abrir espaço para o diálogo a a criticidade social.