Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 18/10/2018

Como referido por Isaac Newton, um corpo não terá seu movimento alterado a menos que uma força externa suficiente atue sobre ele, sobressaindo sua inércia. Esse é, lamentavelmente, o hodierno cenário no bullying na sociedade: uma inércia que perdura em detrimento do preconceito e, também, da violência virtual. Sendo assim, convém analisar os principais pilares dessa chaga social.

Convém ressaltar, a princípio, que preocupações associadas ao bullying não apenas existem, como vêm crescendo diariamente. Entretanto, é corriqueiro evidenciar violência física e psicológica, principalmente, voltada à portadores de deficiências físicas e motoras, em virtude de grupos com prenoções enraizadas. Outrossim, isso confirma a fala do cientista Albert Einstein, “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”;  acarretando à acentuação do problema exposto em escala mundial.

Faz mister, ainda, salientar o cyberbullying como impulsionador da problemática. Dessa forma, com o avanço maciço da tecnologia, torna-se cada vez mais frequente a intimidação e hostilização de uma pessoa ou um grupo particular por meio da internet. Ademais, estatísticas revelam que não é, somente, o público jovem e adulto o alvo, exemplo disso é uma matéria publicada pelo Jornal Estadão em dezembro de 2017, que evidencia que 1 em cada 4 crianças já sofreu ofensas por meio do mundo virtual; tais feitos favorecem na formação de um problema social com dimensões cada vez maiores.

Destarte, forças externas suficientes devem tornar efetivas, vencendo a inércia mencionada inicialmente. Sendo assim, o Poder Judiciário deve criar leis mais rígidas voltadas aos caluniadores, além de ampliar o canal de denúncia, como a construção de postos especializados em áreas centrais das cidades, a fim de atenuar essa prática. Aliado a isso, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com o Governo Federal, financie projetos educacionais nas escolas, por meio de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas em jornais e debates entre professores e alunos relatando os efeitos maléficos do bullying e a importância da aceitação das limitações presentes na sociedade. Somente assim, com medidas graduais, haverá um corpo social livre de intolerância e discriminação.