Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 29/10/2018
A série americana “Os Treze Porquês” retrata a história de uma adolescente que suicidou-se e seus motivos para isso, razões essas que são recorrentes no cotidiano de inúmeras escolas como a depressão, bullying e segregação social. Apesar do programa de entretenimento ser uma ficção, o bullying é uma realidade nas instituições de ensino brasileiras e precisa ser combatido por causa de seus efeitos negativos para a sociedade, seja por gerar violência, seja pelos obstáculos estruturais.
Em primeiro lugar, é preciso analisar as consequências do bullying. De acordo com Muniz Sodré, sociólogo brasileiro, a violência é um ciclo entre ato, ações que atingem as pessoas, e estado, o efeito gerado que leva à mais ações, ou seja, a prática do bullying alcança tanto aquele que a comete quanto o que a sofre. Os resultados disso podem ser os mais extremos como a vingança da vítima por meio de massacres contra seus agressores, ou os mais perceptíveis, mas não menos nocivos, tais qual isolamento social, queda do rendimento escolar e problemas psicológicos.
Essa situação, porém, está longe de chegar ao fim, pois a falta de estrutura nas escolas é um fator que contribui para esses efeitos. Os casos de vítimas de bullying as quais relatam seu problema para a direção escolar e não recebem uma ajuda efetiva é uma máxima, visto que a solução encontrada pela instituição de ensino é a dispensa do agressor e a comunicação da violência aos pais, contudo, essa atitude já provou-se ineficaz, porque a não integração entre os alunos continua e com isso, a discriminação e o bullying. Exemplo desse fato são os dois massacres recentes ocorridos nas escolas de Goiânia do Paraná, em que as vítimas confirmaram o bullying sofrido pelos autores do crime e a ação ineficiente das escolas.
Fica claro, portanto, que os efeitos do bullying causam prejuízos para a sociedade. Dessa forma, o Ministério da Educação em parceria com as escolas deve promover palestras que ajudem os professores no planejamento de aulas, as quais incentivam a integração entre os alunos por meio de trabalhos colaborativos entre grupos alternados a cada bimestre, a fim de diminuir a discriminação e a violência, tendo como resultado o aumento da inclusão. Além disso, podem criar grupos de aconselhamento com psicólogos, mediante a informações dos docentes acerca de mudanças de comportamentos e de discentes sobre os casos presenciados dessa violência, para a identificação e ajuda profissional, com o objetivo de evitar os massacres escolares. Assim, a questão do bullying e a destruição causada por ele podem ser apenas ficcionais e não uma realidade da sociedade brasileira.