Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 19/10/2018

Conscientizar, tratar e não silenciar.

No filme As vantagens de ser invisível, Charlie e seus amigos Sam e Patrick, conseguem ultrapassar as barreiras e ter sucesso mesmo sendo deslocados pelo bullying. Já fora da ficção, agressões e humilhações repetitivas tem gerado sérios efeitos na sociedade, como suicídios e até mesmo assassinatos em massa. Dessa forma, é evidente a necessidade imediata de providências.

É de amplo conhecimento que, em 7 de abril de 2011, Wellington Menezes de Oliveira, vítima de bullying e outros problemas psicológicos, cometeu um massacre na Escola Municipal Tasso de Oliveira, na periferia do Rio de Janeiro, se matando em seguida. O atentado que ficou conhecido como Massacre de Realengo, deu força à luta contra o bullying no Brasil, servindo também como um alerta de como situações de discriminação e violência física ou psicológica não devem ser ignoradas por pais e professores, pois podem ser gatilhos para tais atos extremistas.

De acordo com o Pisa — Programa Internacional de Avaliação de Estudantes —, 17,5% dos estudantes das escolas brasileiras, na faixa de 15 anos, revelaram terem sido alvo de algum tipo de bullying. Sendo, segundo o Programa Abrace, 35% homossexuais e 33% negros. Por conseguinte, para que esse tipo de comportamento seja evitado, entrou em vigor em 2016 a Lei Antibullying, que prevê várias ações contra tal violência. Todavia, apesar dos diversos casos todos os anos, a lei ainda esbarra em problemas de fiscalização e por falta de práticas preventivas.

Diante dessa problemática, consta-se que o bullying tem causado vários efeitos negativos na sociedade, dessa forma, faz-se necessário que se cumpra e fiscalize a Lei Antibullying nas escolas, sendo responsabilidade do corpo docente e discente, o supervisionamento do ambiente escolar, e o encaminhamento dos agressores para as vias legais, com o objetivo de que sejam punidos pelos seus atos. Por semelhante modo, é papel do Estado a disponibilização de recursos para que psicólogos sejam contratados nas escolas, bem como a realização de campanhas e palestras anti-bullying para pais e alunos, possibilitando a conscientização sobre o assunto, e fazendo com que a saúde mental das vítimas seja preservada e tratada.