Efeitos do Bullying na sociedade
Enviada em 21/10/2018
Em 2015, foi sancionada a Lei de Combate à Violência Sistemática para a prevenção e o combate a prática do “bullying”. Todavia, mostra-se que os casos de intimidação continuam acontecendo, principalmente nas escolas e na internet. Por isso, entender as raízes do problema é fundamental para que a lei alcance a sua total eficácia.
Em primeiro lugar, é necessário saber que o “bullying” é uma prática antiga e ocorre mais no ambiente escolar. Visto isso, as motivações para essa ação podem ser questões físicas, inveja ou autoafirmação. Tal casos fazem a vida da vítima ser um pesadelo, como aconteceu na série “13 Reasons Why”, onde a principal, Hannah Baker, sofre agressões físicas e psicológicas que causaram a depressão e, no final, o suicídio. Após o lançamento do seriado, houve um envolvimento grande dos telespectadores do mundo todo para discutir sobre o assunto e saber como podem parar essa prática horrível e ajudar os que sofrem dela.
Ademais, é válido ressaltar, que um aspecto da atual sociedade contribui, consideravelmente, para o “bullying” é a internet. Por ser uma ferramenta muito usada, tem-se um grande poder de disseminação de uma informação. Dentro dessa lógica, o caso da estudante Julia Gabriele, vítima de ofensas e humilhações devido a sua aparência física, confirma o efeito nocivo da intimidação atrelado às redes sociais. Por esses motivos, que a lei sancionada não é totalmente eficaz, não há fiscalização suficiente para que casos assim parem de ocorrer. Do mesmo modo, em analogia com a teoria do Super Homem de Nietzsche, o evento que ocorreu com a aluna mostra a necessidade da sociedade superar os valores impostos por um padrão de beleza.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de medidas para que a Lei de Combate à Violência Sistemática tenha sua total eficácia. Dessa forma, o Ministério da Justiça poderia fiscalizar os ambientes virtuais para punir os desviantes da lei . Em suma, o Ministério da Saúde, junto com as escolas, poderiam colocar psicopedagogos para atender vítimas que sofrem com o “bullying” e promover palestras sobre o assunto, visando uma atenção maior e como ajudar quando ocorrer tal prática. Ademais, a mídia poderia fazer anúncios em televisão e internet sobre promover empatias, para que diminua o números de casos de preconceitos. Assim, a total eficácia da lei poderá ser alcançada e os casos de “bullying” poderão diminuir.