Efeitos do Bullying na sociedade

Enviada em 26/10/2018

No seriado “13 Reasons Why”, narra os motivos do suicídio da adolescente Hanna Baker, na qual a violência psicológica dentro da escola, isto é, o “bullying” e a omissão da escola, foram os motivos que influenciaram a personagem a desenvolver depressão e tirar sua própria vida. Nessa perspectiva, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, afirma que qualquer ato que fere a dignidade humana é contra os direitos humanos, e a Constituição Federal de 1988 infere que tal ato é passível de punição. Todavia, embora o “bullying” seja divulgado como um problema, ele ainda persiste na sociedade como consequência da falha do papel da escola, família e da banalização do senso comum.

A priori, é necessário destacar que o “bullying” consiste na discriminação repetitiva sobre um indivíduo, isto é, oprimir uma pessoa baseado em alguma diferença que caracteriza a vitima, seja cor de pele, aspecto físico e até mesmo classe social. Tal ato é banalizado no contexto escolar que não trata o assunto como prioridade e sim de forma superficial, ou seja, a atitude é vista pelo senso comum como uma brincadeira inofensiva. Em decorrência da banalização, de acordo com a Organização das Nações Unidas, 50% das crianças e jovens do mundo já sofreram “bullying” dentro da escola, tornando-se evidente que a escola não cumpre o papel de educar os alunos para respeitar as diferenças.

Ademais, os impactos na vida da vítima podem ser desastrosos, já que, a prática é frequente e os praticantes em geral não param e nem são punidos. A depressão, problemas na autoestima e até mesmo tendencias a violência são as consequências que mais marcam os jovens, um exemplo do efeito grave no psicológico, foi o massacre de Realengo, no Rio de Janeiro em 2011, que após anos de agressão dentro da escola, o autor do ataque para vingar a violência sofrida disparou contra vários alunos. Isso ressalta que, além da prática ser banalizada, a família não ampara a vítima com tratamentos para conter os danos, e por outro lado, muitas não incentivam os filhos a respeitarem as diferenças.

Portanto, são necessárias mudanças para intervir no problema. Cabe ao Ministério da Educação  promover campanhas nos meios de comunicação, como radio e televisão, com o intuito de divulgar a importância de tratar o “bullying” como um problema grave e que deve ser combatido, para atingir principalmente os adultos que devem interferir na prática. Além disso, o MEC, também deve criar a semana do combate ao “bullying” e do respeito a  diversidade nas escolas, para ensino fundamental e médio, como ação integrativa por meio de palestras dadas por psicólogos que além de instruírem os educadores a lidarem com o ato, também vão incentivar os alunos acima de tudo respeitar os colegas de classe, denunciar quando acontece e procurar ajuda psicológica quando for necessário.